Posts from — October 2008
Será possível unir ao trabalho satisfação, realização e alegria?
Veja abaixo o interessante texto que trata da relação entre vida pessoal, satisfação e trabalho.
Escrito pelo Instrutor Rodrigo De Bona, de SC no site Livre Pensar do Yôga.
Disponibilizo aqui um trecho:
A relação do trabalho com a vida particular é curiosa. A maioria das pessoas trabalha, tem sua vida pessoal, seus momentos de lazer, tudo isso de forma separada, isolando um momento do outro.
– Agora estou trabalhando.
– Agora vou para casa.
– Agora estou me divertindo.
– Agora vou meditar.
– Agora vou transar.
Um modelo de vida que reúna tudo isso, ao mesmo tempo, no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, é o ideal?
É possível manter uma disciplina, um estilo, uma filosofia de vida, um trabalho, que seja doação, realização, prosperidade, felicidade, diversão, tesão, educação, transformação e evolução em um só tempo, em um só espaço?
É possível. Mas para isso temos duas barreiras imensas.
O paradigma… E o medo.
O paradigma é o modelo vigente, é o que todo o mundo faz e é como sempre foi feito. É “estude, tire boas notas, consiga um emprego seguro, garanta uma boa aposentadoria, case-se, tenha filhos, compre sua casa própria financiada, uma casa na praia, se possível, um carro novo, e passe suas noites e fins de semana bebendo e assistindo à televisão.”
Nesse paradigma, é quase inconcebível unir trabalho e prazer. No final do expediente você vai para casa, ver a novela das oito, e se um colega ou o chefe ligar para falar de trabalho, você diz “agora não, estou de folga”.
O medo, por sua vez, decorre do paradigma. “Se todo o mundo faz assim, eu não vou ser diferente”. “É muito arriscado, não é seguro”. O medo em si não é um problema. O medo é o que nos mantêm vivos e faz com que não ultrapassemos nossos limites, não nos joguemos na frente de um carro em alta velocidade para ouvir o barulho da freada. O problema é o excesso de medo, é o medo prévio, o medo como trava à evolução pessoal, profissional, afetiva… enfim, humana.
Chegamos mesmo ao cúmulo de ter medo de sentir medo!
Todos esses medos impedem que pequenas mudanças sejam implementadas em nossas vidas, e o somatório dessas pequenas mudanças poderia transformar a nossa existência, passando de um estado de miséria existencial para outro de graça biológica.
Pequenas mudanças comportamentais diárias produzem um efeito acumulativo muitas vezes imperceptível para quem conosco convive, e geram uma espiral ascendente de evolução e autoconhecimento.
E essas mudanças são possíveis!!! Para cada mudança desejada podemos aplicar determinadas técnicas biológicas que produzem metamorfoses internas muito profundas. Podemos afetar nosso sistema emocional com uma simples respiração profunda. Podemos interceder em nossa estrutura fisiológica realizando certos movimentos e permanecendo neles algum tempo. Podemos ampliar a percepção interna e externa mantendo o foco da atenção em um único pensamento.
31/10/2008 1 comentário
Prazer para os olhos: beleza
31/10/2008 Sem comentários
Mais um momento feliz entre amigos
Mais um momento de vivência da quinta característica do SwáSthya Yôga: sentimento gregário.
Desta vez no sat chakra interunidades na sede champagnat.
31/10/2008 Sem comentários
Dica de Alimentação
De encontro com a idéia do post Prazer e atenção indico algo que se possa aplicar imediatamente.
Uma observação com relação à alimentação.
Olhe e veja o alimento. Não o ingira lendo ou distraindo-se com outra coisa. Você vai notar que o alimento passará a dar mais prazer e satisfará mais com menos quantidade.
Esta observação é uma das que se encontram no livro Alimentação Vegetariana: Chega de Abobrinha (DeRose, Nobel).
31/10/2008 Sem comentários
Prazer e atenção
Tudo o que fazemos com mais consciência torna-se mais prazeroso.
Tudo o que realizamos em atitude de atenção, simplesmente, pela vivência mais intensa dos momentos, torna-se mais agradável também.
Isso em todas as áreas, irrestritamente.
Perceba que é diferente, por exemplo:
- respirar e respirar com consciência, extraindo prazer desse ato simples.
- ouvir música e contemplar música. Apreciar uma música é um exercício de consciência, atenção, emoção e sensibilidade. Ouvir música, não: isso pode ser inclusive apenas mais dispersão.
- jogar conversa fora e conversar mesmo, sem contar o tempo no relógio, por horas a fio desfrutando de uma boa companhia…
Reconheço que nem sempre se tem tempo disponível para parar tudo e ouvir detidamente uma música.
Sei que não é possível, para muitos, deixar o trabalho de lado e ouvir um colega.
Sei que às vezes parece não haver tempo nem para fechar os olhos e respirar, prolongadamente, deliciosamente, desfrutando a sensação do ar preenchendo os pulmões como se nada mais importasse… como se nada mais existisse.
É visível que a rotina da maioria das pessoas hoje não inclui um tempo diário de lazer descompromissado.
Mas, mesmo assim, digo que é possível reaprender a sentir.
Digo que é possível,ainda hoje, aprender a desfrutar mais dos momentos, cada um deles. Que isso é possível mesmo sem tirar um tempo exclusivo para esse fim.
Para viver mais intensamente, para sentir mais prazer todos os dias, basta uma mudança de atitude. Basta querer usufruir melhor do tempo que se tem.
Basta querer colocar mais atenção em tudo o que se faz.
Basta fazer isso de forma ativa, como uma atitude de respeito a nós mesmos e ao tempo precioso de vida que temos.
Comecemos fazendo aquilo de que mais gostamos com mais atenção, carinho e sensibilidade, provando um sorvete atento para todos os sabores, para a textura, para as diferenças de temperatura. E terminemos ficando plenamente mais atentos ao universo infinito em belezas, riquezas e alegrias que existe a nossa volta. (Ferramentas-Livre Pensar do Yôga)
É só começar a prestar a atenção nas coisas que já fazemos, e procurar fazê-las melhor e com menos stress.
Depois podemos escolher alguns momentos do dia para valorizar, um que seja por dia para gerar prazer.
Por exemplo, ao invés de, rotineiramente, ir almoçar no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, vá almoçar sozinho escolhendo realmente a comida que queira ingerir e fazendo-o lentamente, desfrutando mesmo a refeição.
Ao invés de andar apressadamente, levante um pouco mais cedo e preste atenção no caminho, perceba a luminosidade do dia que começa, perceba o céu, ele não estará igual nunca mais.
No trânsito escolha uma música, uma só…aquela que mexe com as suas emoções, aquela que faz lembrar quem você realmente é, lembrar daquilo que importa para você… ouça-a muitas vezes.
Sem tirar tempo nenhum do que já fazia, procure fazer melhor.
Use a rotina a seu favor, torne-a sua.
Na realidade, lembre-se que ela sempre o foi.
Perceba-a melhor, desfrute mais do que já tem em suas mãos e, a partir disso, quem sabe, pense em modificá-la…
Talvez alterá-la, no futuro, cause muito mais prazer …
31/10/2008 2 comentários
Chocolate!
Confira no blog do Instrutor Ricardo Melo um post que fala sobre o chocolate na alimentação do praticante.
Em nenhum momento ele nega que para o bom desenvolvimento do praticante no SwáSthya a observação de uma boa alimentação mostra-se imprescindível.
No entanto, explica que o processo para sutilizar a alimentação não deve ser drástico.
Diz, por exemplo, sobre o sistema alimentar do Yôga, que:
“o iniciante, que está na primeira fase, Pré-Yôga, não precisa seguir à risca esse sistema alimentar (ovolactovegetarianismo), nem nunca terá a obrigação de segui-lo.”
Veja lá, espero que goste!
29/10/2008 1 comentário
“O yôgin que se apaixona pelo código de ética evolui muito rápido”
Ouvi esta frase há algumas semanas, de meu professor de SwáSthya Yôga, Rogério Brant.
Não estava praticando no momento em que ele proferiu estas palavras, mas a seu lado, enquanto ele ministrava uma aula teórica para os alunos que estão fazendo o módulo de aprofundamento na filosofia do Yôga.
Como fiquei feliz por estar ali! … no lugar certo e na hora certa para ouvir estas palavras.
Estou estudando e vivenciando, em sequência, com este grupo, mais uma vez, cada uma das normas éticas do Yôga.
E este estudo mostra-se cada vez mais importante para mim.
Compreendi que será a partir da boa aplicação destes códigos de ética que os efeitos das minhas práticas diárias poderão melhor se manifestar.
Isso porque a sutilização das emoções gerada pela aplicação destes códigos irá preparar o meu organismo, tanto quanto, ou mais, do que a própria observação de uma alimentação compatível com a prática.
Já falei que, para um iniciante, mostra-se urgente a compreensão e aplicação das normas éticas.
Os Yamas e Niyamas desempenham um papel fundamental na preparação do praticante de Yôga para o despertamento da kundaliní. São condição sine qua non para que a prática possa desencadear o trabalho com chakras e nadís.
Bem, as palavras de meu monitor mudaram de vez a forma como vivencio estas regras.
Vou explicar:
Já se passaram algumas semanas desde que ouvi a frase, mas o efeito da expressão “apaixonar-se pelo código de ética” ainda repercute.
Embora já tenha feito estas vivências de forma programada algumas vezes e procurado durante vários anos incorporar cada vez mais os Yamas e Niyamas, desta vez a experiência ocorreu de forma mais fluida. Experimentei fazê-la por uma via diferente. Procurei envolver-me mais com estas regras, permiti-me senti-las mais, ao em vez de apenas querer compreendê-las. Procurei envolver-me mais com o sentido destas indicações.
Observei as vivências, mas desta forma:
- Concentrei-me menos nas tentativas de incorporar as regras.
- Envolvi-me mais com o sentido que as motiva – isso me fez apaixonar-me mais. Isso me fez querer senti-las mais. Me fez querer incorporá-las, realmente, não apenas pela compreensão racional de sua importância, mas pelo forte sentimento gerado por ser capaz de fazê-lo.
Apaixonei-me pelo motivo maior que gera estas regras e este motivo apresenta-se desta forma:
- vivenciar o altruísmo – mas não num sentido ético de altruísmo que tenha a ver com ser bom ou mal, certo ou errado.
- vivenciar o altruísmo no sentido de que o bem-estar do outro reverta no meu próprio bem estar.
Deu certo: a referência ao estado de paixão me fez perceber muitas coisas.
Durante muitas vezes essas palavras fizeram reverberar meus pensamentos, me tirando de um estado normal de atividades e me tornando naturalmente mais receptiva para agir em uma direção mais ética, mais de encontro com o bem-estar do outro, e por consequência do meu bem-estar também.
Não mudei os meus atos instantaneamente por uma via racional, mas emocionada pela força e beleza do sentido investido por estes atos, realizados por uma motivação ética.
Quando estamos apaixonados, envolvidos realmente com alguém, as ações que fazemos para manter e melhorar nossa relação ocorrem naturalmente, sem pensar…e, a todo instante.
Quando se está apaixonado não se medem esforços para estreitar os laços com a pessoa desejada, a ponto destes atos ocorrerem até de forma exagerada.
Nos emocionamos e já não é mais preciso pensar muito em como fazer para aprimorar a relação, porque pelo próprio estado de paixão os atos vão se dando espontaneamente nesse sentido.
Me apaixonei pela idéia de construir uma base sólida emocional e mental gerada a partir da boa relação com o próximo.
É isso que fará toda a diferença.
Se mantiver a constância neste processo, despertando cada vez mais esta paixão, compreendendo mais a impotância de um envolvimento mais ético e puro com tudo aquilo que me rodeia, certamente estarei cada vez mais preparada.
Poderei, a partir daí, sutilizar ainda mais os elementos materiais, por exemplo, a partir de uma alimentação ainda mais regrada. Possibilitando um trabalho mais seguro com relação à própria prática, que poderá ser aprofundada, deixando de ser apenas para reforço da estrutura biológica e podendo, a partir disso, avançar um pouco mais nas questões energéticas.
Faz mais sentido agora: que para a meta do autoconhecimento importa muito mesmo a base ética.
Ela é que permitirá a real purificação, que, unida aos anos a fio de prática constante, permitirão o saudável desenvolvimento dos chakras e despertamento de kundaliní.
Sem a vivência das normas todo esse desenvolvimento será inócuo, fazendo até mesmo com que o yôguin desista, por não perceber resultados na prática. Eles não se manifestarão bem se energeticamente não nos prepararmos.
Não é a toa, que no estudo realizado na aula denominada corpos do homem e planos do universo, faz-se a relação entre as normas éticas do Yôga e o múládhara chakra, que é o centro de energia base. A sede da kundaliní, que estimulada devidamente desencadeará o autoconhecimento, objetivo do Yôga.
27/10/2008 1 comentário
Transforme o seu dia!
Ninguém pode estragar o seu dia, a menos que você permita.
O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana. Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou: – Ele sempre lhe trata com tanta grosseria? Sim, infelizmente é sempre assim. – E você é sempre tão atencioso e amável com ele? Sim, sou. Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você? – Porque não quero que ele decida como eu devo agir .
Nós somos nossos “próprios donos”. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mal-humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamo-os.
A maneira como você encara a vida, faz toda a diferença.
De Rafaella Coelho, Blog Viva Qualidade de Vida!
26/10/2008 1 comentário
Desta vez, receita importada ;)
Diretamente do blog da Uni-Yôga Batel de Curitiba
Ingredientes:
- cebola;
- tomates;
- champignon;
- folhas de coentro;
- manjerona;
- curry;
- Kümmel;
- páprica doce;
- gengibre.
Modo de Preparar:
Pique bem miúda uma boa quantidade de cebolas e um pouco de tomate.
Ponha para refogar sem óleo só com água. Use pouca água. Vá mexendo e controlando a água para que não queime.
Quando a cebola estiver dourada, acrescente champignon cortado e folhas de coentro cortadas. Deixe mais algum tempo refogando, mexendo sempre.
Finalmente adicione as especiarias à gosto. Recomendamos para este prato: manjerona, curry, Kümmel, páprica doce; gengibre.
Neste ponto você acrescenta água suficiente, deixa ferver e , depois que tirar do fogo, azeite de oliva à gosto.
Se quiser pode adicionar uma pitada ( eu disse uma pitada, não exagere), de germe de trigo e/ ou farelo de trigo antes de tirar do fogo. Se achar que não ficou bom, não use.
Desejando fazer com essa mesma receita, ao invés de sopa, um molho para massas ou sanduíches, basta acrescentar menos água e deixar engrossar.
(Alimentação Vegetariana Chega de Abobrinha, DeRose)
26/10/2008 1 comentário
Para aplicar no dia-a-dia: respiratórios
Técnica de Yôga para aplicar: publicada no blog Instrutor de Yôga.
No artigo Exercícios de Yôga para fazer em casa, o Marco Carvalho trouxe a importância de ensinarmos técnicas fáceis para o leigo ou iniciante aplicar em seu dia-a-dia.
Primeiro, escrevi sobre o trátaka, uma excelente forma de manter a saúde dos olhos (ainda mais para quem fica muito tempo à frente do computador). Agora, quero passar um respiratório.
A intenção é que você o aplique no seu dia-a-dia, sem precisar parar o que faz para dedicar-se a uma prática de Yôga.
Com a primavera e o horário de verão, imagino que muitos leitores aproveitarão o maior tempo de sol para caminhar em parques, na praia ou mesmo na rua. Então, que tal treinar pránáyáma durante as caminhadas?
Pránáyáma significa expansão do prána, sendo prána o nome genérico que o Yôga dá a toda forma de energia presente nos seres vivos. Pránáyáma é, portanto, o aumento da energia, da vitalidade, da força e da saúde através da respiração.
Ao caminhar, assuma um ritmo respiratório contando-o de acordo com o ritmo dos seus passos. Comece inspirando durante quatro passos, permaneça com os pulmões cheios por quatro passos e expire durante os quatro passos seguintes. Se quiser, aumente para cinco, seis, etc., mas sempre mantendo a mesma proporção (4-4-4, 5-5-5, etc). E não exagere! O objetivo não é chegar no máximo da capacidade respiratória e sim manter um ritmo agradável e constante por bastante tempo.
A respiração deve ser nasal (tanto a inspiração como a expiração), profunda (preenchendo amplamente os pulmões) e silenciosa (o ar deve entrar e sair sem ser forçado, com naturalidade).
Há outras proporções mais adiantadas que também podem ser usadas, mas que eu deixarei para ensinar numa outra ocasião. Por ora, treine intensamente este ritmo. Aliás, você pode fazê-lo agora mesmo, em frente ao computador, ou dirigindo, ou num transporte coletivo, ou…
Nota: para fazer um programa rotineiro de caminhadas, procure um médico e um profissional de educação física. Yôga não é atividade física nem desportiva, embora suas técnicas possam ser usadas em qualquer situação cotidiana como, no caso, ao caminhar.
O Blog Instrutor de Yôga é editado pelo Instr. Francisco von Hartenthal.
25/10/2008 2 comentários












