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A antiga questão do tempo…

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Fiquei realmente feliz por ler no blog Eu Pratico Yôga, de meu shakta Alessandro Martins, mais um texto postado pelo meu querido amigo, Felipe Lengert.

Felipe é graduado em Física, eu graduanda em Filosofia, ambos nos dedicamos ao Yôga e em momentos de tempo livre trocamos algumas de nossas idéias a respeito desses assuntos.

Nunca, até hoje, conversamos sobre o tema Tempo. Talvez ele nem saiba, mas a questão que trabalho na minha graduação, que foi tema de meu projeto para bolsista do PET-Filosofia-UFPR e será o futuro tema de minha monografia é justamente esse.

Não vou falar de meu projeto hoje, mas adianto que vou escrever, em breve, um pouco sobre isso.

Escreverei neste blog porque o autor que estudo, Henri Bergson, aproxima seu conceito de tempo à uma duração interna, subjetiva.

Ele trata do tema do tempo indissociado do tema da evolução.

Conceito de evolução, por sinal, que tem total afinidade com a proposta do Yôga.

Na sua concepção de tempo, este conceito não é entendido como algo abstrato ou formal, mas como realidade indissoluvelmente ligada à vida e ao eu humano.  Nomeia esse conceito de tempo como “duração”.

Esse conceito pode ser entendido como “tempo vivo”, análogamente à uma força viva.

É uma corrente dinâmica, sujeita à variações qualitativas constantes e sempre em aumento; escapa à reflexão, não pode ser ligada a nenhum ponto fixo, pois nesse caso seria limitada e deixaria de existir.

Pode ser percebida e sentida por uma consciência concentrada que se volta sobre si mesma e sua origem

Cito alguns trechos, só para apresentar, são extraídos de seu principal livro, Evolução Criadora, prêmio Nobel em 1928:

O universo dura. Quanto mais aprofundarmos a natureza do tempo, melhor compreenderemos que duração quer dizer invenção, criação de formas, elaboração contínua do inteiramente novo. Os sistemas delimitados pela ciência só duram porque se acham indissoluvelmente ligados ao resto do universo. Sem dúvida, é necessário distinguir, no próprio universo, como adiante diremos, dois movimentos opostos, um de “descida” e outro de “subida”. O primeiro limita-se a desenrolar um rolo já preparado. Em princípio poderia realizar-se de uma maneira quas que instantânea, como sucede a mola que se distende. Mas o segundo, que corresponde à um trabalho interior de maturação ou criação, dura essencialmente, e impõe o seu ritmo ao primeiro, que dele é inseparável.

(…)

Em todo o lugar onde alguma coisa vive, existe, aberto em alguma parte, um registro onde o tempo se inscreve.

(…)

Ora, quanto mais se atenta nesta continuidade da vida, melhor se vê a evolução orgânica aproximar-se de uma consciência, em que o passado exerce pressão sobre o presente e dele faz surgir uma nova forma, incomesurável com os seus antecedentes.”

Hoje, a respeito disso, paro por aqui.

Indicando o escrito do Felipe: Tempo e vida.

Sei que esta questão ainda vai dar pano para manga, nos vemos em algum café, amigo Felipe!

E você, se gostar, estará convidado, mas só vá se já tiver destinado tempo à sua prática, que na realidade é o que mais importa.

O resto é para fortalecer nossos laços de amizade, conversando despretenciosamnte sobre estas coisas assim como poderíamos tratar de outras mais simples ou sair para ver um filme…tomar um sorvete…nada demais.

2 comentários

1 Felipe Lengert { 17/10/2008 às 4:10 pm }

fiquei feliz também!
não sabia do seu trabalho, mas sabia que havia uma filósofa escondidinha aí no fundo.
aguardo ansioso pelas prováveis divertidas conversas =D
beijo

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