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Afinal, o que é a meditação?!
Dhyána é uma técnica ancestral utilizada no Método DeRose para que a consciência se expresse através de um canal mais sutil, que está acima da mente, o intuicional. Essa técnica é bastante conhecida como meditação, embora esse termo não seja exato. O dicionário define meditar como pensar, refletir sobre algo. Mas para fazer com que a consciência flua pelo veículo intuicional é preciso neutralizar o organismo mental, ou seja, parar de pensar. Praticamente o mundo todo, inclusive a Índia, chama de meditação (pensar, refletir) a técnica que consiste em parar de pensar!
Esse estado de consciência (dhyána) é, na verdade, um tipo de intuição. A intuição é como um flash de uma câmera fotográfica que ocorre em uma fração de segundos. Mas com a prática constante e diligente é possivel desenvolver uma outra forma de intuição que se manifesta como o flash de uma filmadora, que se acende e permanece aceso por um tempo maior. Dessa forma consegue-se manter a consciência fluindo voluntariamente por mais tempo.
Essa definição perfeita para o termo sânscrito dhyána é denominada intuição linear. Porém, não a utilizamos, já que ninguém (exceto você!) saberia a que queriamos nos referir. Portanto, vamos utilizar o termo meditação, que embora inexato, é aceito universalmente.
Mas por que precisamos parar de pensar para meditar?
No nosso estudo do fenômeno de consciência expandida, precisamos compreender que o ser humano é constituído por uma série de veículos ou corpos, com diferentes coeficientes de densidade. São eles: corpo físico, corpo emocional, corpo mental, corpo intuicional e outros.
No universo, sempre o mais denso eclipsa o mais sutil. Por exemplo, se olharmos para o céu durante o dia, não veremos as estrelas embora elas estejam lá. Isso porque a luz do sol (mais intensa) eclipsa a luz das estrelas (mais sutil).
Da mesma forma que ocorre com as estrelas e o sol, o corpo físico, por ser mais denso que o emocional, tende a eclipsar as emoções. Por exemplo, a prática de esportes onde o corpo físico solicita a atenção da consciência não é o momento ideal para desfrutar de um romance, uma atitude emocional. Se a consciência estiver fluindo pelo canal físico a manifestação das emoções fica comprometida. Da mesma forma que o corpo físico (mais denso) eclipsa o emocional (mais sutil), o emocional que é mais denso que o mental, eclipsa a mente. Tente por exemplo estudar quando estiver emocionado por paixão ou por ciúmes. Provavelmente não renderá muito naquela atividade intelectual, pois não há lucidez mental quando se está emocionado. E assim ocorre com o corpo mental (mais denso) eclipsando o intuicional (mais sutil), onde se processa a verdadeira meditação. Noutras palavras, se a mente não parar de pensar, a intuição nao fluirá e a meditação nao ocorrerá.
Na prática da meditação o que queremos é desligar os circuitos mais densos (físico, emocional, mental) e deixar a consciência fluir por um canal mais sutil, mais profundo, o intuicional. Quando aquietamos os canais mais densos e permanecemos sem bombear registros de fora pra dentro conseguimos inverter o fluxo da percepção e fazer aflorar o que está em nosso interior. É ai que ocorre o auto conhecimento!
Driano Marsili – Instrutor do Método DeRose – driano@metododerose.org
www.metododerosecabral.com.br/blog
28/1/2010 Sem comentários
Quer ganhar um DVD da Prática Básica de Yôga?
É bem fácil!
Deixe um comentário no blog: Yôga em Movimento, que comemora a postagem de seu vídeo número 200!
Vale a pena conferir este blog!
Lá você encontra vídeos de:
- coreografias
- mantras
- entrevistas
O sorteio será dia 16 de setembro.
10/9/2009 Sem comentários
O Desejo, por Ivan Capelatto
Esta palestra de Ivan Capelatto enfoca uma questão fundamental em nossa natureza, que ocupa os que estudaram a psique, a partir de Freud, passando por Jacques Lacan e Maud Mannoni: “O que é o desejo?”. Capellato trata o ser humano como um ser de anseios, pois é da nossa natureza buscar sempre um objeto que preencha uma ausência primordial. Mas quando este objeto é conquistado, o desejo perde o significado. E, assim, seguimos como o rei Sísifo na mitologia, condenado a empurrar uma pedra para o alto de uma montanha, para vê-la descer tão logo chegue lá e, então, começar a tarefa mais uma vez.
12/5/2009 1 comentário
Heart Hunters
Tenho feito com bastante frequência a prática de intronáutica do CD Desenvolva a Sua Mente.
Adaptei essa vivência ao meu cotidiando a ponto de já estar assimilada. Uso o momento de trânsito de uma aula para a outra no período da manhã para realizar esta prática.
É bom demais. Já cedo, tenho a oportunidade de realizar ao mesmo tempo: treinamento de pratyáhára, púja, o reforço das minhas metas a partir de mentalizações, um treinamento de vizualização e por fim meditação.
É interessante peceber que, a cada uma das vezes que pratico, algum aspecto diferente da gravação se evidencia. Ora uma frase soa mais importante, ora o pújá é que se intensifica, outra vez é a vivência do ásana sem corpo ou a meditação que são melhor aproveitadas.
Hoje de manhã foi um trecho a respeito do nosso posicionamento profissional que me chamou mais a atenção:
Nossa missão como instrutores de SwáSthya Yôga não é doutrinar, nem mudar o pensamento de ninguém. Nossa missão consiste apenas em encontrar aqueles que já pensam da mesma forma e proporcionar a esses o grande presente que é saber que não estão sós, que há mais alguém no mundo que pensa da mesma forma.
Lembrei imediatamente de um trecho do livro Yôga a sério, de que gosto muito.
Head Hunters ou Heart Hunters
A Nossa Cultura não é doutrinária. Entendemos que as pessoas ou já estão prontas para compreender, gostar e valorizar nossas propostas ou jamais estarão. Por isso não acreditamos em catequizar. Dessa forma, posicionamo-nos como head hunters (caçadores de cabeças) ou, melhor ainda, como heart hunters (caçadores de corações). Limitamo-nos a divulgar nossa forma de pensar e agir. Quem se sintonizar com ela, se nos procurar, estaremos de braços abertos.
É bem isso!!!!
Sobre o tema: Agradecimento aos pais (texto para formatura dos instrutores de SwáSthya Yôga do PR em 2008)
22/4/2009 3 comentários
Abhyása: a importância de um treinamento de constância
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tatra sthitauyatno’bhyásah
Yatna é o exercício da vontade e sthita é permanecer firmemente em algum lugar ou situação. Abhyása é manter a força de vontade direcionada. Faz referência justamente a prática constante para conseguir o estado de nirôdha.
O treinamento de abhyása, além de muitas outras coisas, pode provocar no praticante uma maior determinação em progredir.
É impressionante como, ao praticarmos seguidas vezes uma mesma sequência de técnicas do Yôga Antigo, passamos a nos aprofundar de tal forma que torna-se evidente uma crescente e motivadora evolução.
Ao mantermos a disciplina, focando alguma das técnicas do SwáSthya Yôga, sentimos mais e mais o quanto são efetivas essas ferramentas de aprimoramento de que é constituído o sádhana, podendo perceber sensivelmente nosso progresso.
Seja através de um treinamento diligente de ásana ou de samyama, em qualquer que seja o foco, se mantivermos uma prática que não se modifique, passaremos a perceber nuances da vivência das técnicas, que inúmeras vezes deixamos para trás sem que as experimentássemos com plenitude que poderíamos.
Normalmente, por muito tempo, não praticamos assim.
Variamos ao máximo, até mesmo para conhecermos as técnicas.
Hoje, quando habitualmente faço as minhas práticas de monitoria ainda é assim: pratico, buscando além do aprofundamento máximo naquilo que está sendo passado, também estar atenta aos detalhes da indução que nem sempre estão escritos em livros e que acabam sendo repassadas apenas por parampará. Neste ponto, como estou sendo conduzida por meu instrutor, a vivência acaba sendo ao mesmo tempo prática e aprendizado. As práticas, como devem ser, são bastante variadas. Ao mesmo tempo que estou praticando, acabo aprendendo algo mais detalhado ou treinando mais algum determinado ponto em que sei que é necessário evoluir. E é bom que seja assim.
Mas não é disso que inicialmente comecei falando. Falei em fazer a mesma sequência de técnicas, da mesma forma, para aprofundar.
Além da prática diligente com o meu instrutor tenho algumas formas já assimiladas para treinar esse aprofundamento que mencionei.
Como esse tipo de treinamento só me fez querer manter mais e mais a disciplina, compartilho com você a minha vivência (não para você fazer igual, claro, mas para que tenha uma idéia do que é possível fazer e adaptar para o seu momento um treinamento que possa manter como constante e práticamente imutável):
- Uma delas é usar com constância o CD Desenvolva a sua mente (mais de 4x por semana).
As outras são:
- A coreografia (que só é modificada uma vez por ano e treinada da mesma forma durante o ano inteiro),
- Um treinamento de ásanas (que é o mesmo há mais de 4 anos),
- Uma prática ortodoxa de 2h (que é feita sempre da mesma forma),
- Samyama (que é treinado em todas as práticas, mesmo nas de monitoria, da mesma forma).
Fica para você um incentivo: além de manter as práticas regulares, escolha uma forma de treinar o seu aprofundamento individual em alguma das técnicas.
Isso será muito efetivo para que você mesmo possa perceber, sentir e até mesmo medir o seu progresso.
(A citação acima foi retirada do post: Comentário dos Sútras I-13-Abhyása de Marco Carvalho)
22/4/2009 4 comentários
Hino da Uni-Yôga
6/4/2009 1 comentário
Desamador, de Fabrício Carpinejar
Não sou capaz de amar por piedade. Amar é estar no mesmo nível, com a mesma altura dos ombros, o tremor de balbuciar e logo beijar para não esquecer o que o corpo pede. Não é rebaixar ou cumprir um favor. Amar não é uma compensação.
Amar não dá poder, é o despoder. Ensina a generosidade, a vontade de se diminuir para que o amor aumente. Amar é ceder o gosto, a vida, o futuro. É oferecer a metade da gaveta, da cama, da luz, do banho, da mesa, da folha. É oferecer o que ainda nem se chegou a conhecer.
Leia na íntegra em: Fabrício Carpinejar
6/4/2009 Sem comentários
Mentalize TUDO!

Mentalize tudo. Ao alimentar-se, ao caminhar, ao conduzir um veículo, ao procurar vaga para estacionar, ao fazer um negócio, ao comprar, vender, alugar, ao conversar com uma pessoa, ao fazer esportes, ao tomar uma medicação, ao cozinhar, enfim, em todas as situações use a sua mente. Você vai ficar admirado com o poder que tinha em suas mãos e não usava. Entretanto, é preciso que o uso de suas faculdades torne-se reflexo, tal como ao guiar um automóvel ou dançar. É preciso que você faça tudo automaticamente, caso contrário geraria stress e ainda por cima não sairia bem feito…
Para isso acontecer de forma reflexa, como qualquer outra coisa, é necessário treinar.
(Veja aqui um vídeo chamado: Everything’s possible with training)
O trecho acima encontra-se no encerramento do CD Desenvolva a Sua Mente, gravado por DeRose.
Esta gravação contém uma prática denominada intronáutica, a qual consiste em duas técnicas de Yôga: mentalização e meditação. Elas são bem diferentes entre si e ambas muito importantes.
Para praticar agora basta baixar o CD: Free Download no site da Uni-Yôga .
2/3/2009 2 comentários
Sutilezas…
Acredito que é de sutilezas que bons relacionamentos se constroem.
Creio piamente que são as sutilezas que tornam indestrutíveis as amizades, os namoros, os casamentos, o relacionamento entre pais e filhos, irmãos e irmãs, entre netos e avós…
São as demonstrações de carinho, sinceras, mas constantes que alimentam esse carinho ainda mais.
Ás vezes este sentimento pode existir, mas se não demonstrado é como se não ocorresse .
Sem demonstrá-lo, ele pode-se tornar esquecido; ele pode ser suplantado por outros sentimentos, mais constantes e não tão positivos.
Não raramente gostamos muito de uma pessoa, mas convivemos tanto com ela que, pequenos atritos, banais e diários, acabam sendo mais constantes do que o carinho demonstrado.
No fim de ano, nos aniversários, em datas convencionadas é que percebemos mais isso.
É quando vamos escrever os cartões, comprar os presentes e sentimos que não conseguimos nos expressar bem que nos damos conta…
Parece que não há cartão tão querido ou presente perfeito para representar o que sentimos…
E realmente não há…
Mesmo que tenhamos o maior carinho do mundo por alguém, expressá-lo só em uma data convencionada soa oco, parece falso, mesmo que não seja…
O medo de artificialidade ou de cair no lugar comum é por que essa expressão não deveria ter data para acontecer…
Achei lindo quando vi a figura acima, um pacote de lanche comum, cotidiano, completamente corriqueiro, mas pintado por alguém…para alguém…
Imaginei a felicidade de uma criança abrindo sua lancheira e vendo seu sanduba com uma carinha feliz, ou uma avó recebendo numa segunda-feira bem comum flores e um cartão…são essas coisa que fazem emocionar…são essas coisas que nos fazem PRESENTES.
Lembro que minha mãe, ao invés de me acordar com despertador para ir para a escola, deixava ao lado da minha cama uma caixa de música tocando…tenho-a até hoje…
Lembro da minha avó que… quando mudei de colégio e não queria ir para a aula, pendurou por algumas semanas em sua varanda, que estava no trajeto da escola, uma faixa de lençol, pintada “bom dia Júlia” ou “boa aula, neta querida”…eu ia para a aula só para ver o que minha avó tinha escrito…
lembro do meu pai fazendo café preto para mim e levando na cama, no sábado, com gibis e revistas que tinha comprado… de um namorado me esperando na frente de um teatro com um girassol gigante, porque dias antes havia dito que gostava…lembro de receber de um amigo um livro, sem data especial, só porque ele havia lido e pensado em mim…
Incontáveis foram os dias que recebi, de surpresa, da mesma pessoa, flores no meio de meu trabalho…incontáveis vezes em que as PESSOAS se tornaram PRESENTES.
Sou dessas, bem comuns, que ao receber de natal, ou de aniversário, ou em alguma festividade um presente comprado às pressas vai pensar “não precisava”… mas isso não quer dizer que eu não quisesse essa pessoa, que me deu o presente, bem presente.
6/12/2008 5 comentários
Pronunciamento da Uni-Yôga sobre o caso Cristóvão de Oliveira
Respondendo a consultas sobre a nossa posição com respeito às reportagens veiculadas sobre o prof. Cristóvão de Oliveira, temos a declarar o seguinte:
- Existem 108 modalidades de Yôga. A nossa orientação, de linhagem tradicional e antiga, é diametralmente diferente da do professor em questão. Por isso mesmo, não podemos e nem devemos julgá-lo.
- Por outro lado, precisamos alertar para o fato de que acidentes ocorrem o tempo todo em medicina, engenharia e noutras profissões. No caso do mencionado professor, não cabe a nós avaliar se o incidente ocorreu exatamente como descrito, uma vez que não estamos habilitados na modalidade de trabalho que é preconizada por ele.
- Todos sabem que quando a cabeça de uma pessoa se sobressai ela costuma ser impiedosamente decapitada. Não estamos acusando nem defendendo a pessoa que sofreu as acusações. Apenas, procuramos ser ponderados e menos apressados em julgar, pois sabemos que em todas as ocorrências existem três percepções: a sua, a dele e a verdadeira.
6/12/2008 Sem comentários



