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Um pouco mais sobre Educação

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Creative Commons License michellardi

Imperdível post do Instr. Marco Carvalho: O Sistema Educacional e o Yôga.

Reflexão à respeito do vigente, mas ultrapassado sistema de ensino. Que, a grosso modo mais condiciona do que incita à criatividade e a autorealização.

Crítica interessante e próxima ao que já tratei no post: Algo que se aproxima daquilo que entendo por educação.

Deixo aqui o link para uma palestra de Mario Sérgio Cortella, que também trata do tema e que considero valer muito a pena ver.

26/11/2008   2 comentários

Sobre relacionamentos: indicação de blog

O blog não dois, não um pretende tratar com lucidez do tema: relacionamento afetivo.

Quem o escreve é Gustavo Gitti.

Sobre o nome do blog ele explica:

A expressão “não dois, não um” vem dos ensinamentos sobre a não-dualidade, presentes em todas as tradições espirituais da humanidade. Os sábios dizem “não um” para nos lembrar de que a unidade não nega a multiplicidade, que a natureza última do universo não é uma pasta uniforme sem nenhuma individualidade, sem dualidade, sem separação (conceito equivocado de unidade). E dizem “não dois” para que não pensemos que a dualidade exclua a unidade subjacente, para que não nos esqueçamos que a multiplicidade é sempre aparência, manifestação, tessitura onírica. É também uma expressão característica de um caminho além dos extremos de envolvimento cego com os fenômenos, por um lado, e afastamento ascético do mundo, por outro.

A dupla negação ( neti neti) é um recurso comum em discursos espirituais pois, sabendo que a liberdade primordial tudo aceita e não se contrasta com nada, não podemos fazer nenhuma afirmação a seu respeito sem incorrer em equívocos. Assim também um casal de amantes: não dois, não um…

A pergunta central aqui é: como manter a liberdade em meio aos relacionamentos amorosos? Sem negar a sedução, o envolvimento, o sexo e nossas paixões, como treinar um outro tipo de amor mais lúcido? Como fazer das relações íntimas uma prática de sabedoria e compaixão?

No contexto do site, o editor criou uma sequencia de entrevistas com homens que pudessem “sem segredos” compartilhar conhecimentos nesse sentido.

Dois daqueles que se dispuseram apresento aqui: Marco Carvalho e Alessandro Martins.

Leia aqui as entrevistas do Marco e do Ale!

Espero que gostem tanto quanto eu!

17/11/2008   Sem comentários

O que é a Universidade de Yôga?

Será que você sabe exatamente o que é a Universidade de Yôga?

Leia sobre isso no blog da Uni-Yôga Alto da XV

11/11/2008   1 comentário

Tirar um tempo só para você: Interessa????

Com certeza a maioria das pessoas respoderia de imediato que sim.

Desta maioria quantas já tiram esse tempo?

Certamente poucas.

Das que tiram um tempo só para si, será que entenderam o “só para si” da forma como imaginei quando formulei a pergunta?

Provavelmente não.

Quando falamos com as pessoas sobre o tema, não raro podemos perceber que elas incluem aí ler um livro, viajar, ver um filme, fazer massagem, ir ao esteticista, ao cabeleireiro, fazer um curso de algo que gostem…

E não digo que isso não seja bom.

Já é muito bom quando uma pessoa sabe usar parte do seu tempo para interesses puramente pessoais, deixando um pouco de lado trabalho, rotina, stress.

Mas, acho que não se deve parar por aí.

Quando fiz a pergunta não pensei em entretenimento nem em diversão.

Pensei em momentos dedicados para si.

Sem relação alguma com um outro… seja este outro um livro, ou um filme.

Sem exposição à mais estímulos externos do que aqueles que já atuam em nós.

Conheço muita gente que sai semanalmente com os amigos, que vai ao cinema, ao teatro, que vai para a praia rotineiramente e faz tudo isso de forma tão dispersa que não posso considerar estes momentos como “tempo para si” no sentido de que falo.

Falo de alguns instantes para se ficar sozinho mesmo.

Instantes de pura auto observação, auto-estudo e autoconhecimento.

Instantes exclusivamente seus.

Para muitos, pode ser, que isso não interesse mesmo. Pode ser que não se veja nisso algo de interessante. É uma posição válida.

Mas, de minha parte, pelo que ja vivenciei a partir disso, posso dizer: não quero que nenhum dia da minha vida se passe sem que eu possa tirar um tempo só para mim, nem um só!

É a partir disso que se pode mais facilmente evoluir, aprender, reprogramar-se mudando o curso, para melhor, daquilo que fazemos com nossas vidas.

Coisas que não se conquistam com entretenimento e diversão, mesmo que isso seja positivo para que se melhore a qualidade de vida individual.

Tenho minha rotina, tenho meu tempo de entretenimento e diversão mas repito que: acho que não para por aí.

Tenho meu tempo para dedicar a um processo de aprimoramento pessoal.

Se neste momento alguém pensar que é porque eu tenho tempo para isso, prontamente digo, já não tive…

Mas, priorizei em minha rotina esse objetivo: tempo para me desenvolver. (Na realidade a forma urgente e forte como isso se apresentou para mim fez com que até minha rotina se alterasse completamente. Para que todos os meus atos rotineiros estivessem completamente integrados com esse objetivo. Mas não precisamos ir tão longe, isso foi uma escolha pessoal…da qual não me arrependo nem um pouco)

E a questão aqui não é o tempo para destinar a isso, mas à forma como o consideramos mais ou menos importante. Se for importante mesmo o tempo surgirá… por uma simples questão de priorizar essa atividade.

No meu caso, faço isso de forma direcionada, metódica, com as práticas diárias de SwáSthya Yôga.

Existem outras formas de fazê-lo, não nego, inclusive sem um método definido.

Falo agora para as pessoas que já se interessam pelo assunto, para aquelas que já compreendem a importância e o prazer de poder se dedicar ao um processo de autoconhecimento.

Apresento uma percepção apenas do método que pratico, porque já o escolhi, considerando-o o melhor para mim (a partir da comparação com outros métodos e também pelo reconhecimento do progresso intenso, efetivo e seguro que posso notar com o método adotado).

Vejo o sádhana, a prática metódica e direcionada, como um momento de contato com o que sou, emocionalmente, mentalmente e por aí vai…

Instantes de pura observação.

Observação das minhas reações aos estímulos em todas essas áreas já citadas acima, e ainda a física…a energética…

Um tempo para reeducar ou corroborar essas reações. Percebendo como já ocorrem. Se ocorrem de forma satisfatória, ou se é necessário modificá-las.

Algo necessário para que eu possa cada vez mais me transmutar naquilo que considero louvável e bom, éticamente, fisicamente, emocionalmente, energéticamente, intuicionalmente…

Se você já faz o mesmo que eu fica aqui um empolgado estímulo: faça cada vez mais! faça cada vez melhor! apaixone-se mais por esse processo, entregue-se completamente!

Se você ainda não o faz, mas interessou-se, digo: priorize! arrume tempo para si! Digo por experiência que não irá se arrepeder nem um pouco. Que a partir disso irá ter ainda mais estrutura para fazer todas as outras coisa melhor…com mais atenção com mais foco…com mais bháva!

Se você nem se interessou, pergunto: não será agora uma boa hora para entender por que você ainda não é o foco da sua própria existência?

Se não for uma boa hora ok! Prossiga…

Se em outra oportunidade esta questão se colocar, você já sabe que tem, bem aqui, uma indicação de por onde começar!!!!

Indicação de Método: Swásthya Yôga – Yôga mais completo do mundo, Ultra-Integral, baseado em raízes muito antigas.

Indicação de curso: Agora-Um tempo pra você, com o Professor Ricardo Mallet

Indicação do que fazer por enquanto: Leia o post Prazer e atenção

Mas não demore muito! Temos bastante tempo pela frente, mas não sabemos quanto!

2/11/2008   1 comentário

Técnicas do SwáSthya Yôga para otimizar seu sono e seus momentos de descanso

baby liam sleepsphitar.

Veja as técnicas do SwáSthya Yôga que auxiliam para que tanto o seu sono quanto os seus momentos de descanso valham mais.

Postagem feita no blog argentino  Una mirada actual sobre el Yôga Ancestral.

Neste post, primeiramente se desfaz o mito de que ” Yôga é uma prática para relaxar”. Depois expõe-se como utilizar técnicas, inclusive de descontração, para otimizar tanto o sono noturno quanto os pequenos descansos diários.

Leia a introdução abaixo:

Con técnicas de SwáSthya Yôga aproveche al máximo el tiempo que dedica al reposo.

Vamos a considerar dos tipos de descanso: el sueño nocturno y los “breaks” que se toman durante el día.

Contrariamente a la creencia popular, que el Yôga no busca relajar. Las antiguas escrituras hindúes siempre lo mencionan como una herencia de fuerza, poder y energía. Hace algunos meses tratamos ese tema en un post llamado El Yôga no es relax.

Evitando esta confusión, podemos sin embargo considerar que una adecuada combinación de técnicas de Yôga puede contribuir para incrementar el descanso que se obtiene durante los momentos del día dedicados al reposo.

Prossiga a leitura no blog original, onde são listadas as técnicas, clicando aqui.

1/11/2008   Sem comentários

Será possível unir ao trabalho satisfação, realização e alegria?

Technical Office
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Veja abaixo o interessante texto que trata da relação entre vida pessoal, satisfação e trabalho.

Escrito pelo Instrutor Rodrigo De Bona, de SC no site Livre Pensar do Yôga.

Disponibilizo aqui um trecho:

A relação do trabalho com a vida particular é curiosa. A maioria das pessoas trabalha, tem sua vida pessoal, seus momentos de lazer, tudo isso de forma separada, isolando um momento do outro.

– Agora estou trabalhando.

– Agora vou para casa.

– Agora estou me divertindo.

– Agora vou meditar.

– Agora vou transar.

Um modelo de vida que reúna tudo isso, ao mesmo tempo, no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, é o ideal?

É possível manter uma disciplina, um estilo, uma filosofia de vida, um trabalho, que seja doação, realização, prosperidade, felicidade, diversão, tesão, educação, transformação e evolução em um só tempo, em um só espaço?

É possível. Mas para isso temos duas barreiras imensas.

O paradigma… E o medo.

O paradigma é o modelo vigente, é o que todo o mundo faz e é como sempre foi feito. É “estude, tire boas notas, consiga um emprego seguro, garanta uma boa aposentadoria, case-se, tenha filhos, compre sua casa própria financiada, uma casa na praia, se possível, um carro novo, e passe suas noites e fins de semana bebendo e assistindo à televisão.”

Nesse paradigma, é quase inconcebível unir trabalho e prazer. No final do expediente você vai para casa, ver a novela das oito, e se um colega ou o chefe ligar para falar de trabalho, você diz “agora não, estou de folga”.

O medo, por sua vez, decorre do paradigma. “Se todo o mundo faz assim, eu não vou ser diferente”. “É muito arriscado, não é seguro”. O medo em si não é um problema. O medo é o que nos mantêm vivos e faz com que não ultrapassemos nossos limites, não nos joguemos na frente de um carro em alta velocidade para ouvir o barulho da freada. O problema é o excesso de medo, é o medo prévio, o medo como trava à evolução pessoal, profissional, afetiva… enfim, humana.

Chegamos mesmo ao cúmulo de ter medo de sentir medo!

Todos esses medos impedem que pequenas mudanças sejam implementadas em nossas vidas, e o somatório dessas pequenas mudanças poderia transformar a nossa existência, passando de um estado de miséria existencial para outro de graça biológica.

Pequenas mudanças comportamentais diárias produzem um efeito acumulativo muitas vezes imperceptível para quem conosco convive, e geram uma espiral ascendente de evolução e autoconhecimento.

E essas mudanças são possíveis!!! Para cada mudança desejada podemos aplicar determinadas técnicas biológicas que produzem metamorfoses internas muito profundas. Podemos afetar nosso sistema emocional com uma simples respiração profunda. Podemos interceder em nossa estrutura fisiológica realizando certos movimentos e permanecendo neles algum tempo. Podemos ampliar a percepção interna e externa mantendo o foco da atenção em um único pensamento.

Continue a leitura clicando aqui.

31/10/2008   1 comentário

Prazer e atenção

The choco motif is so artificial
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Tudo o que fazemos com mais consciência torna-se mais prazeroso.

Tudo o que realizamos em atitude de atenção, simplesmente, pela vivência mais intensa dos momentos, torna-se mais agradável também.

Isso em todas as áreas, irrestritamente.

Perceba que é diferente, por exemplo:

  • ouvir música e contemplar música. Apreciar uma música é um exercício de consciência, atenção, emoção e sensibilidade. Ouvir música, não: isso pode ser inclusive apenas mais dispersão.
  • jogar conversa fora  e conversar mesmo, sem contar o tempo no relógio, por horas a fio desfrutando de uma boa companhia…

Reconheço que nem sempre se tem tempo disponível para parar tudo e ouvir detidamente uma música.

Sei que não é possível, para muitos, deixar o trabalho de lado e ouvir um colega.

Sei que às vezes parece não haver tempo nem para fechar os olhos e respirar, prolongadamente, deliciosamente, desfrutando a sensação do ar preenchendo os pulmões como se nada mais importasse… como se nada mais existisse.

É visível que a rotina da maioria das pessoas hoje não inclui um tempo diário de lazer descompromissado.

Mas, mesmo assim, digo que é possível reaprender a sentir.

Digo que é possível,ainda hoje, aprender a desfrutar mais dos momentos, cada um deles. Que isso é possível mesmo sem tirar um tempo exclusivo para esse fim.

Para viver mais intensamente, para sentir mais prazer todos os dias, basta uma mudança de atitude. Basta querer usufruir melhor do tempo que se tem.

Basta querer colocar mais atenção em tudo o que se faz.

Basta fazer isso de forma ativa, como uma atitude de respeito a nós mesmos e ao tempo precioso de vida que temos.

Comecemos fazendo aquilo de que mais gostamos com mais atenção, carinho e sensibilidade, provando um sorvete atento para todos os sabores, para a textura, para as diferenças de temperatura. E terminemos ficando plenamente mais atentos ao universo infinito em belezas, riquezas e alegrias que existe a nossa volta. (Ferramentas-Livre Pensar do Yôga)

É só começar a prestar a atenção nas coisas que já fazemos, e procurar fazê-las melhor e com menos stress.

Depois podemos escolher alguns momentos do dia para valorizar, um que seja por dia para gerar prazer.

Por exemplo, ao invés de, rotineiramente, ir almoçar no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, vá almoçar sozinho escolhendo realmente a comida que queira ingerir e fazendo-o lentamente, desfrutando mesmo a refeição.

Ao invés de andar apressadamente, levante um pouco mais cedo e preste atenção no caminho, perceba a luminosidade do dia que começa, perceba o céu, ele não estará igual nunca mais.

No trânsito escolha uma música, uma só…aquela que mexe com as suas emoções, aquela que faz lembrar quem você realmente é, lembrar daquilo que importa para você… ouça-a muitas vezes.

Sem tirar tempo nenhum do que já fazia, procure fazer melhor.

Use a rotina a seu favor, torne-a sua.

Na realidade, lembre-se que ela sempre o foi.

Perceba-a melhor, desfrute mais do que já tem em suas mãos e, a partir disso, quem sabe, pense em modificá-la…

Talvez alterá-la, no futuro, cause muito mais prazer …

31/10/2008   2 comentários

Chocolate!

Gourmandise

Confira no blog do Instrutor Ricardo Melo um post que fala sobre o chocolate na alimentação do praticante.

Em nenhum momento ele nega que para o bom desenvolvimento do praticante no SwáSthya a observação de uma boa alimentação mostra-se imprescindível.

No entanto, explica que o processo para sutilizar a alimentação não deve ser drástico.

Diz, por exemplo, sobre o sistema alimentar do Yôga, que:

“o iniciante, que está na primeira fase, Pré-Yôga, não precisa seguir à risca esse sistema alimentar (ovolactovegetarianismo), nem nunca terá a obrigação de segui-lo.”

Veja lá, espero que goste!

29/10/2008   1 comentário

“O yôgin que se apaixona pelo código de ética evolui muito rápido”

bleu incense

Ouvi esta frase há algumas semanas, de meu professor de SwáSthya Yôga, Rogério Brant.

Não estava praticando no momento em que ele proferiu estas palavras, mas a seu lado, enquanto ele ministrava uma aula teórica para os alunos que estão fazendo o módulo de aprofundamento na filosofia do Yôga.

Como fiquei feliz por estar ali! … no lugar certo e na hora certa para ouvir estas palavras.

Estou estudando e vivenciando, em sequência, com este grupo, mais uma vez, cada uma das normas éticas do Yôga.

E este estudo mostra-se cada vez mais importante para mim.

Compreendi que será a partir da boa aplicação destes códigos de ética que os efeitos das minhas práticas diárias poderão melhor se manifestar.

Isso porque a sutilização das emoções gerada pela aplicação destes códigos irá preparar o meu organismo, tanto quanto, ou mais, do que a própria observação de uma alimentação compatível com a prática.

Já falei que, para um iniciante, mostra-se urgente a compreensão e aplicação das normas éticas.

Os Yamas e Niyamas desempenham um papel fundamental na preparação do praticante de Yôga para o despertamento da kundaliní. São condição sine qua non para que a prática possa desencadear o trabalho com chakras e nadís.

Bem, as palavras de meu monitor mudaram de vez a forma como vivencio estas regras.

Vou explicar:

Já se passaram algumas semanas desde que ouvi a frase, mas o efeito da expressão “apaixonar-se pelo código de ética” ainda repercute.

Embora já tenha feito estas vivências de forma programada algumas vezes e procurado durante vários anos incorporar cada vez mais os Yamas e Niyamas, desta vez a experiência ocorreu de forma mais fluida. Experimentei fazê-la por uma via diferente. Procurei envolver-me mais com estas regras, permiti-me senti-las mais, ao em vez de apenas querer compreendê-las. Procurei envolver-me mais com o sentido destas indicações.

Observei as vivências, mas desta forma:

  • Concentrei-me menos nas tentativas de incorporar as regras.
  • Envolvi-me mais com o sentido que as motiva – isso me fez apaixonar-me mais. Isso me fez querer senti-las mais. Me fez querer incorporá-las, realmente, não apenas pela compreensão racional de sua importância, mas pelo forte sentimento gerado por ser capaz de fazê-lo.

Apaixonei-me pelo motivo maior que gera estas regras e este motivo apresenta-se desta forma:

  • vivenciar o altruísmo – mas não num sentido ético de altruísmo que tenha a ver com ser bom ou mal, certo ou errado.
  • vivenciar o altruísmo no sentido de que o bem-estar do outro reverta no meu próprio bem estar.

Deu certo: a referência ao estado de paixão me fez perceber muitas coisas.

Durante muitas vezes essas palavras fizeram reverberar meus pensamentos, me tirando de um estado normal de atividades e me tornando naturalmente mais receptiva para agir em uma direção mais ética, mais de encontro com o bem-estar do outro, e por consequência do meu bem-estar também.

Não mudei os meus atos instantaneamente por uma via racional, mas emocionada pela força e beleza do sentido investido por estes atos, realizados por uma motivação ética.

Quando estamos apaixonados, envolvidos realmente com alguém, as ações que fazemos para manter e melhorar nossa relação ocorrem naturalmente, sem pensar…e, a todo instante.

Quando se está apaixonado não se medem esforços para estreitar os laços com a pessoa desejada, a ponto destes atos ocorrerem até de forma exagerada.

Nos emocionamos e já não é mais preciso pensar muito em como fazer para aprimorar a relação, porque pelo próprio estado de paixão os atos vão se dando espontaneamente nesse sentido.

Me apaixonei pela idéia de construir uma base sólida emocional e mental gerada a partir da boa relação com o próximo.

É isso que fará toda a diferença.

Se mantiver a constância neste processo, despertando cada vez mais esta paixão, compreendendo mais a impotância de um envolvimento mais ético e puro com tudo aquilo que me rodeia, certamente estarei cada vez mais preparada.

Poderei, a partir daí, sutilizar ainda mais os elementos materiais, por exemplo, a partir de uma alimentação ainda mais regrada. Possibilitando um trabalho mais seguro com relação à própria prática, que poderá ser aprofundada, deixando de ser apenas para reforço da estrutura biológica e podendo, a partir disso, avançar um pouco mais nas questões energéticas.

Faz mais sentido agora: que para a meta do autoconhecimento importa muito mesmo a base ética.

Ela é que permitirá a real purificação, que, unida aos anos a fio de prática constante, permitirão o saudável desenvolvimento dos chakras e despertamento de kundaliní.

Sem a vivência das normas todo esse desenvolvimento será inócuo, fazendo até mesmo com que o yôguin desista, por não perceber resultados na prática. Eles não se manifestarão bem se energeticamente não nos prepararmos.

Não é a toa, que no estudo realizado na aula denominada corpos do homem e planos do universo, faz-se a relação entre as normas éticas do Yôga e o múládhara chakra, que é o centro de energia base. A sede da kundaliní, que estimulada devidamente desencadeará o autoconhecimento, objetivo do Yôga.

purple incense

27/10/2008   Sem comentários

Desta vez, receita importada ;)

gruyere mushroom soup
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Diretamente do blog da Uni-Yôga Batel de Curitiba

Ingredientes:

  • cebola;
  • tomates;
  • champignon;
  • folhas de coentro;
  • manjerona;
  • curry;
  • Kümmel;
  • páprica doce;
  • gengibre.

Modo de Preparar:

Pique bem miúda uma boa quantidade de cebolas e um pouco de tomate.

Ponha para refogar sem óleo só com água. Use pouca água. Vá mexendo e controlando a água para que não queime.

Quando a cebola estiver dourada, acrescente champignon cortado e folhas de coentro cortadas. Deixe mais algum tempo refogando, mexendo sempre.

Finalmente adicione as especiarias à gosto. Recomendamos para este prato: manjerona, curry, Kümmel, páprica doce; gengibre.

Neste ponto você acrescenta água suficiente, deixa ferver e , depois que tirar do fogo, azeite de oliva à gosto.

Se quiser pode adicionar uma pitada ( eu disse uma pitada, não exagere), de germe de trigo e/ ou farelo de trigo antes de tirar do fogo. Se achar que não ficou bom, não use.

Desejando fazer com essa mesma receita, ao invés de sopa, um molho para massas ou sanduíches, basta acrescentar menos água e deixar engrossar.

(Alimentação Vegetariana Chega de Abobrinha, DeRose)

26/10/2008   1 comentário