Desamador, de Fabrício Carpinejar
Não sou capaz de amar por piedade. Amar é estar no mesmo nível, com a mesma altura dos ombros, o tremor de balbuciar e logo beijar para não esquecer o que o corpo pede. Não é rebaixar ou cumprir um favor. Amar não é uma compensação.
Amar não dá poder, é o despoder. Ensina a generosidade, a vontade de se diminuir para que o amor aumente. Amar é ceder o gosto, a vida, o futuro. É oferecer a metade da gaveta, da cama, da luz, do banho, da mesa, da folha. É oferecer o que ainda nem se chegou a conhecer.
Leia na íntegra em: Fabrício Carpinejar
6/4/2009 Sem comentários
Virtual X Real
14/12/2008 1 comentário
Sobre relacionamentos: indicação de blog

O blog não dois, não um pretende tratar com lucidez do tema: relacionamento afetivo.
Quem o escreve é Gustavo Gitti.
Sobre o nome do blog ele explica:
A expressão “não dois, não um” vem dos ensinamentos sobre a não-dualidade, presentes em todas as tradições espirituais da humanidade. Os sábios dizem “não um” para nos lembrar de que a unidade não nega a multiplicidade, que a natureza última do universo não é uma pasta uniforme sem nenhuma individualidade, sem dualidade, sem separação (conceito equivocado de unidade). E dizem “não dois” para que não pensemos que a dualidade exclua a unidade subjacente, para que não nos esqueçamos que a multiplicidade é sempre aparência, manifestação, tessitura onírica. É também uma expressão característica de um caminho além dos extremos de envolvimento cego com os fenômenos, por um lado, e afastamento ascético do mundo, por outro.
A dupla negação ( neti neti) é um recurso comum em discursos espirituais pois, sabendo que a liberdade primordial tudo aceita e não se contrasta com nada, não podemos fazer nenhuma afirmação a seu respeito sem incorrer em equívocos. Assim também um casal de amantes: não dois, não um…
A pergunta central aqui é: como manter a liberdade em meio aos relacionamentos amorosos? Sem negar a sedução, o envolvimento, o sexo e nossas paixões, como treinar um outro tipo de amor mais lúcido? Como fazer das relações íntimas uma prática de sabedoria e compaixão?
No contexto do site, o editor criou uma sequencia de entrevistas com homens que pudessem “sem segredos” compartilhar conhecimentos nesse sentido.
Dois daqueles que se dispuseram apresento aqui: Marco Carvalho e Alessandro Martins.
Leia aqui as entrevistas do Marco e do Ale!
Espero que gostem tanto quanto eu!
17/11/2008 Sem comentários
“O yôgin que se apaixona pelo código de ética evolui muito rápido”
Ouvi esta frase há algumas semanas, de meu professor de SwáSthya Yôga, Rogério Brant.
Não estava praticando no momento em que ele proferiu estas palavras, mas a seu lado, enquanto ele ministrava uma aula teórica para os alunos que estão fazendo o módulo de aprofundamento na filosofia do Yôga.
Como fiquei feliz por estar ali! … no lugar certo e na hora certa para ouvir estas palavras.
Estou estudando e vivenciando, em sequência, com este grupo, mais uma vez, cada uma das normas éticas do Yôga.
E este estudo mostra-se cada vez mais importante para mim.
Compreendi que será a partir da boa aplicação destes códigos de ética que os efeitos das minhas práticas diárias poderão melhor se manifestar.
Isso porque a sutilização das emoções gerada pela aplicação destes códigos irá preparar o meu organismo, tanto quanto, ou mais, do que a própria observação de uma alimentação compatível com a prática.
Já falei que, para um iniciante, mostra-se urgente a compreensão e aplicação das normas éticas.
Os Yamas e Niyamas desempenham um papel fundamental na preparação do praticante de Yôga para o despertamento da kundaliní. São condição sine qua non para que a prática possa desencadear o trabalho com chakras e nadís.
Bem, as palavras de meu monitor mudaram de vez a forma como vivencio estas regras.
Vou explicar:
Já se passaram algumas semanas desde que ouvi a frase, mas o efeito da expressão “apaixonar-se pelo código de ética” ainda repercute.
Embora já tenha feito estas vivências de forma programada algumas vezes e procurado durante vários anos incorporar cada vez mais os Yamas e Niyamas, desta vez a experiência ocorreu de forma mais fluida. Experimentei fazê-la por uma via diferente. Procurei envolver-me mais com estas regras, permiti-me senti-las mais, ao em vez de apenas querer compreendê-las. Procurei envolver-me mais com o sentido destas indicações.
Observei as vivências, mas desta forma:
- Concentrei-me menos nas tentativas de incorporar as regras.
- Envolvi-me mais com o sentido que as motiva – isso me fez apaixonar-me mais. Isso me fez querer senti-las mais. Me fez querer incorporá-las, realmente, não apenas pela compreensão racional de sua importância, mas pelo forte sentimento gerado por ser capaz de fazê-lo.
Apaixonei-me pelo motivo maior que gera estas regras e este motivo apresenta-se desta forma:
- vivenciar o altruísmo – mas não num sentido ético de altruísmo que tenha a ver com ser bom ou mal, certo ou errado.
- vivenciar o altruísmo no sentido de que o bem-estar do outro reverta no meu próprio bem estar.
Deu certo: a referência ao estado de paixão me fez perceber muitas coisas.
Durante muitas vezes essas palavras fizeram reverberar meus pensamentos, me tirando de um estado normal de atividades e me tornando naturalmente mais receptiva para agir em uma direção mais ética, mais de encontro com o bem-estar do outro, e por consequência do meu bem-estar também.
Não mudei os meus atos instantaneamente por uma via racional, mas emocionada pela força e beleza do sentido investido por estes atos, realizados por uma motivação ética.
Quando estamos apaixonados, envolvidos realmente com alguém, as ações que fazemos para manter e melhorar nossa relação ocorrem naturalmente, sem pensar…e, a todo instante.
Quando se está apaixonado não se medem esforços para estreitar os laços com a pessoa desejada, a ponto destes atos ocorrerem até de forma exagerada.
Nos emocionamos e já não é mais preciso pensar muito em como fazer para aprimorar a relação, porque pelo próprio estado de paixão os atos vão se dando espontaneamente nesse sentido.
Me apaixonei pela idéia de construir uma base sólida emocional e mental gerada a partir da boa relação com o próximo.
É isso que fará toda a diferença.
Se mantiver a constância neste processo, despertando cada vez mais esta paixão, compreendendo mais a impotância de um envolvimento mais ético e puro com tudo aquilo que me rodeia, certamente estarei cada vez mais preparada.
Poderei, a partir daí, sutilizar ainda mais os elementos materiais, por exemplo, a partir de uma alimentação ainda mais regrada. Possibilitando um trabalho mais seguro com relação à própria prática, que poderá ser aprofundada, deixando de ser apenas para reforço da estrutura biológica e podendo, a partir disso, avançar um pouco mais nas questões energéticas.
Faz mais sentido agora: que para a meta do autoconhecimento importa muito mesmo a base ética.
Ela é que permitirá a real purificação, que, unida aos anos a fio de prática constante, permitirão o saudável desenvolvimento dos chakras e despertamento de kundaliní.
Sem a vivência das normas todo esse desenvolvimento será inócuo, fazendo até mesmo com que o yôguin desista, por não perceber resultados na prática. Eles não se manifestarão bem se energeticamente não nos prepararmos.
Não é a toa, que no estudo realizado na aula denominada corpos do homem e planos do universo, faz-se a relação entre as normas éticas do Yôga e o múládhara chakra, que é o centro de energia base. A sede da kundaliní, que estimulada devidamente desencadeará o autoconhecimento, objetivo do Yôga.
27/10/2008 Sem comentários
Transforme o seu dia!
Ninguém pode estragar o seu dia, a menos que você permita.
O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana. Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou: – Ele sempre lhe trata com tanta grosseria? Sim, infelizmente é sempre assim. – E você é sempre tão atencioso e amável com ele? Sim, sou. Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você? – Porque não quero que ele decida como eu devo agir .
Nós somos nossos “próprios donos”. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mal-humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamo-os.
A maneira como você encara a vida, faz toda a diferença.
De Rafaella Coelho, Blog Viva Qualidade de Vida!
26/10/2008 1 comentário
Tomando as rédeas
Trechos interessantes que li em um post à respeito da crise financeira dos EUA: A crise financeira nos EUA e a domesticação humana.
ESPIRAL PARA CIMA OU PARA BAIXO
Você tem duas opções: ir para baixo ou ir para cima. Ir para baixo é deixar que os outros decidam quando você vai entrar em crise ou quando você vai se divertir, já ir para cima é fazer com que as coisas acontecem e criar crises imensas em todas as áreas da sua vida porque você está querendo fazer somente aquilo que ama. Você tem o poder de decidir ser quem você quer ser e não eu, e não o governo e não o Bush.
…
SÃO NOS MOMENTOS DE CRISES QUE MAIS CRESCEMOS
Da próxima vez que você estiver em crise ou que o seu mundo entrar em colapso, encare isto como uma oportunidade real de crescer, mas reflita bem sobre quem provocou essa crise. Se foi você que mudou de cidade, se foi você que decidiu abrir um negócio e se foi você quem decidiu terminar o casamento, tudo bem. Agora se foi “o mundo”, então prepare-se, pois dessa crise você não saberá sair.
Por Marcos Rezende do blog Insistimento
Bom para refletir sobre as possíveis formas de se encarar uma crise, reagindo ou agindo…
Independentemente do tamanho, ou aparente tamanho de um colapso, sempre existe uma forma mais autônoma de se posicionar.
Tornando-se mais consciente e usando as ferramentas disponíveis no momento, mesmo que escassas; ou usando a crise como desculpa para estagnar ou até mesmo involuir com uma boa justificativa externa.
Questão de escolha… ou melhor, questão de auto-suficiência.
6/10/2008 5 comentários






