Qualidade de Vida
by castielli
Post original do Blog do DeRose:
Nossa Definição de Qualidade de Vida:
Síntese: Qualidade de vida é tornar sua existência descomplicada, é fazer o que lhe dá prazer, com alegria, saúde e bem-estar.
Fundamentação, elaborada a partir do texto que o praticante Maurício Waly de Paulo postou como comentário em nosso blog. Ficou assim depois de fazermos alguns ajustes:
Qualidade de vida é suprir as necessidades fisiológicas e ergonômicas, é adotarmos hábitos que promovam e mantenham a funcionalidade do corpo, do emocional e do mental, é o aprimoramento e desenvolvimento das nossas habilidades, através da boa alimentação, boa forma e boa cabeça – isto é Yôga.
Qualidade de vida é relacionar-se de forma descontraída, ética e responsável com o meio ambiente e o meio sócio-cultural, procurando compartilhar e interagir, agregando sempre generosidade, elegância, respeito e carinho aos nossos relacionamentos, mediante da adoção de um conjunto de valores que incluem boa cultura, boa civilidade e boa educação – isto é Tantra.
Qualidade de vida é adotar uma visão de mundo que nos motive a buscar o desenvolvimento e o aprimoramento contínuo, conquistando a nossa excelência através do estudo, ideais e autoconhecimento – isto é Sámkhya.
Conclusão: qualidade de vida resume-se na proposta de um Yôga de fundamentação Tantra e Sámkhya, isto é, o Yôga Pré-Clássico – SwáSthya Yôga.
Valeu Maurício!!!!!
19/6/2009 1 comentário
Tirar um tempo só para você: Interessa????
Com certeza a maioria das pessoas respoderia de imediato que sim.
Desta maioria quantas já tiram esse tempo?
Certamente poucas.
Das que tiram um tempo só para si, será que entenderam o “só para si” da forma como imaginei quando formulei a pergunta?
Provavelmente não.
Quando falamos com as pessoas sobre o tema, não raro podemos perceber que elas incluem aí ler um livro, viajar, ver um filme, fazer massagem, ir ao esteticista, ao cabeleireiro, fazer um curso de algo que gostem…
E não digo que isso não seja bom.
Já é muito bom quando uma pessoa sabe usar parte do seu tempo para interesses puramente pessoais, deixando um pouco de lado trabalho, rotina, stress.
Mas, acho que não se deve parar por aí.
Quando fiz a pergunta não pensei em entretenimento nem em diversão.
Pensei em momentos dedicados só para si.
Sem relação alguma com um outro… seja este outro um livro, ou um filme.
Sem exposição à mais estímulos externos do que aqueles que já atuam em nós.
Conheço muita gente que sai semanalmente com os amigos, que vai ao cinema, ao teatro, que vai para a praia rotineiramente e faz tudo isso de forma tão dispersa que não posso considerar estes momentos como “tempo para si” no sentido de que falo.
Falo de alguns instantes para se ficar sozinho mesmo.
Instantes de pura auto observação, auto-estudo e autoconhecimento.
Instantes exclusivamente seus.
Para muitos, pode ser, que isso não interesse mesmo. Pode ser que não se veja nisso algo de interessante. É uma posição válida.
Mas, de minha parte, pelo que ja vivenciei a partir disso, posso dizer: não quero que nenhum dia da minha vida se passe sem que eu possa tirar um tempo só para mim, nem um só!
É a partir disso que se pode mais facilmente evoluir, aprender, reprogramar-se mudando o curso, para melhor, daquilo que fazemos com nossas vidas.
Coisas que não se conquistam com entretenimento e diversão, mesmo que isso seja positivo para que se melhore a qualidade de vida individual.
Tenho minha rotina, tenho meu tempo de entretenimento e diversão mas repito que: acho que não para por aí.
Tenho meu tempo para dedicar a um processo de aprimoramento pessoal.
Se neste momento alguém pensar que é porque eu tenho tempo para isso, prontamente digo, já não tive…
Mas, priorizei em minha rotina esse objetivo: tempo para me desenvolver. (Na realidade a forma urgente e forte como isso se apresentou para mim fez com que até minha rotina se alterasse completamente. Para que todos os meus atos rotineiros estivessem completamente integrados com esse objetivo. Mas não precisamos ir tão longe, isso foi uma escolha pessoal…da qual não me arrependo nem um pouco)
E a questão aqui não é o tempo para destinar a isso, mas à forma como o consideramos mais ou menos importante. Se for importante mesmo o tempo surgirá… por uma simples questão de priorizar essa atividade.
No meu caso, faço isso de forma direcionada, metódica, com as práticas diárias de SwáSthya Yôga.
Existem outras formas de fazê-lo, não nego, inclusive sem um método definido.
Falo agora para as pessoas que já se interessam pelo assunto, para aquelas que já compreendem a importância e o prazer de poder se dedicar ao um processo de autoconhecimento.
Apresento uma percepção apenas do método que pratico, porque já o escolhi, considerando-o o melhor para mim (a partir da comparação com outros métodos e também pelo reconhecimento do progresso intenso, efetivo e seguro que posso notar com o método adotado).
Vejo o sádhana, a prática metódica e direcionada, como um momento de contato com o que sou, emocionalmente, mentalmente e por aí vai…
Instantes de pura observação.
Observação das minhas reações aos estímulos em todas essas áreas já citadas acima, e ainda a física…a energética…
Um tempo para reeducar ou corroborar essas reações. Percebendo como já ocorrem. Se ocorrem de forma satisfatória, ou se é necessário modificá-las.
Algo necessário para que eu possa cada vez mais me transmutar naquilo que considero louvável e bom, éticamente, fisicamente, emocionalmente, energéticamente, intuicionalmente…
Se você já faz o mesmo que eu fica aqui um empolgado estímulo: faça cada vez mais! faça cada vez melhor! apaixone-se mais por esse processo, entregue-se completamente!
Se você ainda não o faz, mas interessou-se, digo: priorize! arrume tempo para si! Digo por experiência que não irá se arrepeder nem um pouco. Que a partir disso irá ter ainda mais estrutura para fazer todas as outras coisa melhor…com mais atenção com mais foco…com mais bháva!
Se você nem se interessou, pergunto: não será agora uma boa hora para entender por que você ainda não é o foco da sua própria existência?
Se não for uma boa hora ok! Prossiga…
Se em outra oportunidade esta questão se colocar, você já sabe que tem, bem aqui, uma indicação de por onde começar!!!!
Indicação de Método: Swásthya Yôga – Yôga mais completo do mundo, Ultra-Integral, baseado em raízes muito antigas.
Indicação de curso: Agora-Um tempo pra você, com o Professor Ricardo Mallet
Indicação do que fazer por enquanto: Leia o post Prazer e atenção
Mas não demore muito! Temos bastante tempo pela frente, mas não sabemos quanto!
2/11/2008 1 comentário
Será possível unir ao trabalho satisfação, realização e alegria?
Veja abaixo o interessante texto que trata da relação entre vida pessoal, satisfação e trabalho.
Escrito pelo Instrutor Rodrigo De Bona, de SC no site Livre Pensar do Yôga.
Disponibilizo aqui um trecho:
A relação do trabalho com a vida particular é curiosa. A maioria das pessoas trabalha, tem sua vida pessoal, seus momentos de lazer, tudo isso de forma separada, isolando um momento do outro.
– Agora estou trabalhando.
– Agora vou para casa.
– Agora estou me divertindo.
– Agora vou meditar.
– Agora vou transar.
Um modelo de vida que reúna tudo isso, ao mesmo tempo, no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, é o ideal?
É possível manter uma disciplina, um estilo, uma filosofia de vida, um trabalho, que seja doação, realização, prosperidade, felicidade, diversão, tesão, educação, transformação e evolução em um só tempo, em um só espaço?
É possível. Mas para isso temos duas barreiras imensas.
O paradigma… E o medo.
O paradigma é o modelo vigente, é o que todo o mundo faz e é como sempre foi feito. É “estude, tire boas notas, consiga um emprego seguro, garanta uma boa aposentadoria, case-se, tenha filhos, compre sua casa própria financiada, uma casa na praia, se possível, um carro novo, e passe suas noites e fins de semana bebendo e assistindo à televisão.”
Nesse paradigma, é quase inconcebível unir trabalho e prazer. No final do expediente você vai para casa, ver a novela das oito, e se um colega ou o chefe ligar para falar de trabalho, você diz “agora não, estou de folga”.
O medo, por sua vez, decorre do paradigma. “Se todo o mundo faz assim, eu não vou ser diferente”. “É muito arriscado, não é seguro”. O medo em si não é um problema. O medo é o que nos mantêm vivos e faz com que não ultrapassemos nossos limites, não nos joguemos na frente de um carro em alta velocidade para ouvir o barulho da freada. O problema é o excesso de medo, é o medo prévio, o medo como trava à evolução pessoal, profissional, afetiva… enfim, humana.
Chegamos mesmo ao cúmulo de ter medo de sentir medo!
Todos esses medos impedem que pequenas mudanças sejam implementadas em nossas vidas, e o somatório dessas pequenas mudanças poderia transformar a nossa existência, passando de um estado de miséria existencial para outro de graça biológica.
Pequenas mudanças comportamentais diárias produzem um efeito acumulativo muitas vezes imperceptível para quem conosco convive, e geram uma espiral ascendente de evolução e autoconhecimento.
E essas mudanças são possíveis!!! Para cada mudança desejada podemos aplicar determinadas técnicas biológicas que produzem metamorfoses internas muito profundas. Podemos afetar nosso sistema emocional com uma simples respiração profunda. Podemos interceder em nossa estrutura fisiológica realizando certos movimentos e permanecendo neles algum tempo. Podemos ampliar a percepção interna e externa mantendo o foco da atenção em um único pensamento.
31/10/2008 1 comentário
Prazer e atenção
Tudo o que fazemos com mais consciência torna-se mais prazeroso.
Tudo o que realizamos em atitude de atenção, simplesmente, pela vivência mais intensa dos momentos, torna-se mais agradável também.
Isso em todas as áreas, irrestritamente.
Perceba que é diferente, por exemplo:
- respirar e respirar com consciência, extraindo prazer desse ato simples.
- ouvir música e contemplar música. Apreciar uma música é um exercício de consciência, atenção, emoção e sensibilidade. Ouvir música, não: isso pode ser inclusive apenas mais dispersão.
- jogar conversa fora e conversar mesmo, sem contar o tempo no relógio, por horas a fio desfrutando de uma boa companhia…
Reconheço que nem sempre se tem tempo disponível para parar tudo e ouvir detidamente uma música.
Sei que não é possível, para muitos, deixar o trabalho de lado e ouvir um colega.
Sei que às vezes parece não haver tempo nem para fechar os olhos e respirar, prolongadamente, deliciosamente, desfrutando a sensação do ar preenchendo os pulmões como se nada mais importasse… como se nada mais existisse.
É visível que a rotina da maioria das pessoas hoje não inclui um tempo diário de lazer descompromissado.
Mas, mesmo assim, digo que é possível reaprender a sentir.
Digo que é possível,ainda hoje, aprender a desfrutar mais dos momentos, cada um deles. Que isso é possível mesmo sem tirar um tempo exclusivo para esse fim.
Para viver mais intensamente, para sentir mais prazer todos os dias, basta uma mudança de atitude. Basta querer usufruir melhor do tempo que se tem.
Basta querer colocar mais atenção em tudo o que se faz.
Basta fazer isso de forma ativa, como uma atitude de respeito a nós mesmos e ao tempo precioso de vida que temos.
Comecemos fazendo aquilo de que mais gostamos com mais atenção, carinho e sensibilidade, provando um sorvete atento para todos os sabores, para a textura, para as diferenças de temperatura. E terminemos ficando plenamente mais atentos ao universo infinito em belezas, riquezas e alegrias que existe a nossa volta. (Ferramentas-Livre Pensar do Yôga)
É só começar a prestar a atenção nas coisas que já fazemos, e procurar fazê-las melhor e com menos stress.
Depois podemos escolher alguns momentos do dia para valorizar, um que seja por dia para gerar prazer.
Por exemplo, ao invés de, rotineiramente, ir almoçar no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, vá almoçar sozinho escolhendo realmente a comida que queira ingerir e fazendo-o lentamente, desfrutando mesmo a refeição.
Ao invés de andar apressadamente, levante um pouco mais cedo e preste atenção no caminho, perceba a luminosidade do dia que começa, perceba o céu, ele não estará igual nunca mais.
No trânsito escolha uma música, uma só…aquela que mexe com as suas emoções, aquela que faz lembrar quem você realmente é, lembrar daquilo que importa para você… ouça-a muitas vezes.
Sem tirar tempo nenhum do que já fazia, procure fazer melhor.
Use a rotina a seu favor, torne-a sua.
Na realidade, lembre-se que ela sempre o foi.
Perceba-a melhor, desfrute mais do que já tem em suas mãos e, a partir disso, quem sabe, pense em modificá-la…
Talvez alterá-la, no futuro, cause muito mais prazer …
31/10/2008 2 comentários
Transforme o seu dia!
Ninguém pode estragar o seu dia, a menos que você permita.
O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana. Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou: – Ele sempre lhe trata com tanta grosseria? Sim, infelizmente é sempre assim. – E você é sempre tão atencioso e amável com ele? Sim, sou. Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você? – Porque não quero que ele decida como eu devo agir .
Nós somos nossos “próprios donos”. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mal-humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamo-os.
A maneira como você encara a vida, faz toda a diferença.
De Rafaella Coelho, Blog Viva Qualidade de Vida!
26/10/2008 1 comentário
Façamos novas todas as coisas
Para refletir:
Passamos muito tempo de nossa vida dando atenção, esforço e carinho para aspectos de nossa vida que nos trarão um retorno bem pequeno.
(…)
Há assuntos e trabalhos em nossa vida que precisam ser feitos, há outros que nem tanto. Comecemos abandonando esses assuntos de menor importância. Teremos mais tempo para dedicarmos a nós mesmos. Isso aumentará nossa qualidade de vida e mudará diversos outros fatores. Com isso, poderemos nos expor a mais atividades e vamos descobrir mais delas que nos trarão prazer.
Continue a leitura do artigo Árvore.
Publicado no Site da Uni-Yôga Bueno, Yôga em Goiânia.
Por Thiago Duarte, Instrutor da Uni-Yôga São Bernardo-SP, editor do Blog Reconstruindo Sentidos.
24/10/2008 Sem comentários





