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Sobre relacionamentos: indicação de blog

O blog não dois, não um pretende tratar com lucidez do tema: relacionamento afetivo.

Quem o escreve é Gustavo Gitti.

Sobre o nome do blog ele explica:

A expressão “não dois, não um” vem dos ensinamentos sobre a não-dualidade, presentes em todas as tradições espirituais da humanidade. Os sábios dizem “não um” para nos lembrar de que a unidade não nega a multiplicidade, que a natureza última do universo não é uma pasta uniforme sem nenhuma individualidade, sem dualidade, sem separação (conceito equivocado de unidade). E dizem “não dois” para que não pensemos que a dualidade exclua a unidade subjacente, para que não nos esqueçamos que a multiplicidade é sempre aparência, manifestação, tessitura onírica. É também uma expressão característica de um caminho além dos extremos de envolvimento cego com os fenômenos, por um lado, e afastamento ascético do mundo, por outro.

A dupla negação ( neti neti) é um recurso comum em discursos espirituais pois, sabendo que a liberdade primordial tudo aceita e não se contrasta com nada, não podemos fazer nenhuma afirmação a seu respeito sem incorrer em equívocos. Assim também um casal de amantes: não dois, não um…

A pergunta central aqui é: como manter a liberdade em meio aos relacionamentos amorosos? Sem negar a sedução, o envolvimento, o sexo e nossas paixões, como treinar um outro tipo de amor mais lúcido? Como fazer das relações íntimas uma prática de sabedoria e compaixão?

No contexto do site, o editor criou uma sequencia de entrevistas com homens que pudessem “sem segredos” compartilhar conhecimentos nesse sentido.

Dois daqueles que se dispuseram apresento aqui: Marco Carvalho e Alessandro Martins.

Leia aqui as entrevistas do Marco e do Ale!

Espero que gostem tanto quanto eu!

17/11/2008   Sem comentários

Para aplicar: como evitar brigas

Three, then Two, then One
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Pode parecer bobeira, mas não é…

Uma simples briga pode intoxicar mais o organismo do que uma refeição não saudável.

Sentimentos pesados, densos, como são a raiva, o ciúme, o medo e a inveja fazem tão mal ou até mais do que fumar um cigarro.

Procure perceber isso empiricamente.

Por exemplo,  notando o efeito físico absurdo gerado por um ataque de nervos precipitado por uma briga conjugal.

Quão grande é o esgotamento gerado por isso.

Não é a toa que no Yôga o cuidado com as emoções é tão grande, ou até mesmo maior, do que o destinado á observância de uma alimentação saudável (que de forma alguma pode ser considerada pouca).

Tanto o é, que na terceira fase do Método DeRose de Yôga Avançado, denominada bhúta shuddhi, em que de forma mais intensiva se purifica o organismo, indica-se: aprofundar a purificação, não apenas com mantras, kriyás, pránáyámas, mas também com uma rígida seleção alimentar e com um sistema de reeducação das emoções para que o praticante  não conspurque seu corpo com os detritos tóxicos das emoções viscosas como as que citamos acima.

Mesmo não sendo a vivência de bhúta shuddhi o caso do leitor, achei interessante, mesmo assim, apresentar o excerto abaixo, escrito por DeRose em seu livro Alternativas de Relacionamento Afetivo (Nobel, pg 65).

Mesmo utilizando as indicações de forma despretenciosa, fora do contexto de um método, com certeza isso poderá incrementar em muito sua qualidade de vida, se não isso, ao menos poderá livrá-lo de algumas boas dores de cabeça.

Espero que goste, e que se gostar, aplique!

Os conflitos entre seres humanos raramente tem um motivo racional. São quase sempre emocionais. E emocionais às raias da insanidade. Começam por causa de uma determinada modulação de voz ou da imperceptível contração de um músculo facial, captado pelo inconsciente instintivo, o qual deflagrará todo um sistema de autodefesa e o humanóide reponderá com causticidade.

A partir daí, cada hominídeo se colocará dentro de uma fortaleza e tratará de defender os seus pontos de vista, tentando provar ao outro que está com a razão. O problema é que os dois estarão fazendo a mesma coisa, logo, não chegarão a parte alguma.

A estratégia mais inteligente utilizada pelas pessoas bem-sucedidas é pensar com a cabeça do outro. A realidade é uma questão de ótica. Assim que você começar a aplicar esta tática, vai constatar o quanto é fácil não brigar.

Usando este recurso, você não estará sendo inferior ou mais fraco. Pelo contrário, estará dando os primeiros passos na arte de dominar o adversário, fazendo com que não o veja mais como agressor. Depois que ele não estiver mais na defensiva e o clima emocional for afetuoso, você conseguirá o que quer – sem confrontos!

Os melhores generais foram os que venceram os inimigos sem apelar para o elevado custo das batalhas.

Compare o custo/benefício de uma desgastante briga entre pessoas que se amam, a qual poderá durar horas infinitas ou até dias; poderá deixar seqüelas como uma mágoa para o resto da vida; poderá comprometer o desejo sexual; poderá até gerar um rompimento definitivo. Compare isso com o poder de estar no comando e descobrir que tipo de carinho, que tipo de fisionomia, que tipo de tom de voz, que tipo de frase poderia derreter o parceiro e atirá-lo indefeso aos seus pés!

Agora considere: quem é o mais forte, o que enfrenta ou o que consegue não brigar?

5/10/2008   Sem comentários