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Nossa corrente é espiritualista?

DeRose escreveu hoje em seu blog sobre as raízes naturalistas do SwáSthya Yôga.

A temática do post foi motivada pela pergunta frequente : nossa filosofia espiritualiza?

Abaixo vai o esclarecimento dado por ele:

O Hinduísmo é constituído por seis darshanas (pontos de vista). Dois desses pontos de vista são filosofias teóricas que podem ser aplicadas para fundamentar a nossa filosofia prática:

Vêdánta, espiritualista, que teve seu apogeu no período medieval da Índia; e

Sámkhya, naturalista, que teve seu apogeu na antiguidade Clássica e Pré-Clássica. Nossa fundamentação é Pré-Clássica, logo, ela é baseada na filosofia Sámkhya – naturalista.

Na verdade, esses dois pontos de vista podem parecer antagônicos (e o são mesmo se os analisarmos por uma ótica externa), mas, para o filósofo que os conheça bem, não há contradição intrínseca entre eles. O primeiro parte do princípio de que tudo é espiritual em diferentes níveis de densificação até chegar aos patamares mental, emocional, energético e físico denso. O segundo, parte do princípio de que tudo é matéria em diferentes níveis de sutilização, até alcançar os patamares energético, emocional, mental e os que estão acima dele.

Espiritualismo é uma coisa e espiritualidade é outra. A espiritualidade é um patrimônio do ser humano. Qualquer vertente da Nossa Cultura, de qualquer modalidade, desde que autêntica, desenvolve a espiritualidade.

Contudo…

A espiritualidade é uma função biológica. É como a digestão. Todos a temos: uns, melhor; outros, nem tanto. Nossa Cultura a aprimora. Contudo, ficar com fixação sobre isso é sinal de distúrbio psicológico. Você só pensa na sua digestão quando ela não está funcionando bem. É a mesma coisa com a espiritualidade. Imagine alguém lendo livros sobre digestão, indo a conferências sobre digestão, debatendo sobre digestão e seguindo Mestres de digestão! Essa pessoa deve ser doente da função digestiva… Quem assiste a palestras sobre espiritualidade, lê livros sobre esse tema, debate-o, ou segue Mestres espirituais, por analogia, também deve ser uma pessoa doente da espiritualidade. Caso contrário, desfrutaria dela com naturalidade e a aprimoraria com discrição.

6/4/2009   Sem comentários

Como entendemos, no SwáSthya Yôga, o conceito de Mestre

Só para pontuar, apresento aqui a forma como entendemos, no SwáSthya o conceito de Mestre:

O Mestre de Yôga não é um guia espiritual.

Mestre é o profissional que conhece profundamente uma arte ou técnica, o bastante para instruir e/ou supervisionar outros especialistas.

Exatamente como o é o chamado Mestre de Obras, o Mestre Cuca, o Mestre de Jangada, o Mestre de Capoeira.

Todos pessoas singelas, mas cuja autoridade não se questiona.

DeRose, portanto, é o meu Mestre, neste sentido.

É o meu supervisor, o professor que escolhi como referência em Yôga, pela sua excelência neste quesito.

O profissional a quem devo meus conhecimentos nesta filosofia milenar que é o Yôga.

A quem devo meu sincero agradecimento, tanto como praticante quanto como instrutora, pelos conhecimentos transmitidos e pelo exemplo de profissionalismo nesta área de conhecimento.

25/10/2008   1 comentário