Etiqueta social no trabalho

Indico aqui, algumas observações comportamentais básicas aplicadas ao ambiente profissional.
Elas foram retiradas do livro Etiqueta social pronta para usar, de Josué Lemos da Silveira, apresentado para mim pelo Instr. Alexandre Meireles, que hoje, além de amigo de longa data, tenho o prazer de ter como colega de profissão.
Resolvi transmitir estas regras levando em conta que, como praticantes de SwáSthya Yôga, valorizamos muito o nosso tempo e o nosso bem estar.
Como é comum que se passe boa parte do tempo em ambiente profissional, nada melhor que passar esse tempo da melhor forma possível.
Considero que, se bem aplicadas, estas regras podem evitar muitos contratempos.
Melhor que isso, podem promover sólidas amizades, reforçar o companheirismo profissional, e, por consequência, gerar muitos bons resultados.
Aí vão elas:
- Cumprimentar os companheiros quando se chega ao trabalho, de forma simpática. Dizer “bom-dia”, “boa tarde”, “como vai?” ou “até logo” é agradável e gera atitudes positivas.
- Discordar não significa alterar o tom de voz, esbugalhar os olhos, espumar pela boca, bater os pés ou dar murros na mesa. Pelo contrário. Discordar de uma idéia, de uma conclusão ou de uma atitude pode ser feito com firmeza e convicção, mas sem necessidade de descortesia ou agressões.
- Tratar todos os colegas de trabalho com a mesma simpatia, sem demonstrar preferências pessoais, ajuda a formar grupos sólidos com reciprocidade de confiança.
- Não formar “panelas”. As famosas “panelinhas” dão margem a conflitos e divisões.
- Local de trabalho não é lugar de fofocas. O fofoqueiro tende a ser visto com desconfiança e como mero instrumento de informação e, pela falta de outras qualidades, como alguém que procura ter poder por meio da fofoca. Na verdade, ele não é uma pessoa ética e muito menos em alguém em quem se confia. Quaisquer comentários pessoais e subjetivos devem ser evitados ou restringidos ao máximo, até porque, como diz o ditado popular, “as paredes têm olhos e ouvidos”. É possível que as pessoas que ouviram os comentários os transformem em fofocas ou os usem para prejudicar o seu autor. Se o que vai comentar pode não ser útil, nem bondoso ou verdadeiro, então…não se fala!
- Lembrar que a melhor comparação que se pode fazer de um local de trabalho é com navios. Se cada um não fizer a sua parte, se todos não se entenderem, se todos não tiverem um objetivo comum, se os integrantes dos grupos não se respeitarem…o navio afunda e leva com ele…todos.
- Local de trabalho não é lugar para resolver problemas pessoais ou familiares, usá-lo rotineiramente com esta finalidade é inconveniente e gera rejeição.
- Dedicação e compromisso (não só envolvimento) são os melhores exemplos de profissionalismo.
- Franqueza demais ou inoportuna pode gerar reações indesejáveis.
- Para ser agradável e bem-vindo no ambiente de trabalho, deve-se ter atitudes amistosas e simpáticas. Mau humor não ajuda em nada.
13/12/2008 2 comentários
Será possível unir ao trabalho satisfação, realização e alegria?
Veja abaixo o interessante texto que trata da relação entre vida pessoal, satisfação e trabalho.
Escrito pelo Instrutor Rodrigo De Bona, de SC no site Livre Pensar do Yôga.
Disponibilizo aqui um trecho:
A relação do trabalho com a vida particular é curiosa. A maioria das pessoas trabalha, tem sua vida pessoal, seus momentos de lazer, tudo isso de forma separada, isolando um momento do outro.
– Agora estou trabalhando.
– Agora vou para casa.
– Agora estou me divertindo.
– Agora vou meditar.
– Agora vou transar.
Um modelo de vida que reúna tudo isso, ao mesmo tempo, no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, é o ideal?
É possível manter uma disciplina, um estilo, uma filosofia de vida, um trabalho, que seja doação, realização, prosperidade, felicidade, diversão, tesão, educação, transformação e evolução em um só tempo, em um só espaço?
É possível. Mas para isso temos duas barreiras imensas.
O paradigma… E o medo.
O paradigma é o modelo vigente, é o que todo o mundo faz e é como sempre foi feito. É “estude, tire boas notas, consiga um emprego seguro, garanta uma boa aposentadoria, case-se, tenha filhos, compre sua casa própria financiada, uma casa na praia, se possível, um carro novo, e passe suas noites e fins de semana bebendo e assistindo à televisão.”
Nesse paradigma, é quase inconcebível unir trabalho e prazer. No final do expediente você vai para casa, ver a novela das oito, e se um colega ou o chefe ligar para falar de trabalho, você diz “agora não, estou de folga”.
O medo, por sua vez, decorre do paradigma. “Se todo o mundo faz assim, eu não vou ser diferente”. “É muito arriscado, não é seguro”. O medo em si não é um problema. O medo é o que nos mantêm vivos e faz com que não ultrapassemos nossos limites, não nos joguemos na frente de um carro em alta velocidade para ouvir o barulho da freada. O problema é o excesso de medo, é o medo prévio, o medo como trava à evolução pessoal, profissional, afetiva… enfim, humana.
Chegamos mesmo ao cúmulo de ter medo de sentir medo!
Todos esses medos impedem que pequenas mudanças sejam implementadas em nossas vidas, e o somatório dessas pequenas mudanças poderia transformar a nossa existência, passando de um estado de miséria existencial para outro de graça biológica.
Pequenas mudanças comportamentais diárias produzem um efeito acumulativo muitas vezes imperceptível para quem conosco convive, e geram uma espiral ascendente de evolução e autoconhecimento.
E essas mudanças são possíveis!!! Para cada mudança desejada podemos aplicar determinadas técnicas biológicas que produzem metamorfoses internas muito profundas. Podemos afetar nosso sistema emocional com uma simples respiração profunda. Podemos interceder em nossa estrutura fisiológica realizando certos movimentos e permanecendo neles algum tempo. Podemos ampliar a percepção interna e externa mantendo o foco da atenção em um único pensamento.
31/10/2008 1 comentário
