Tudo Sobre o Método DeRose em Curitiba
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Preceitos aos Instrutores de Yôga

São dez os preceitos.

Indico os primeiros aqui. Os outros você pode ler no Blog do DeRose.

  • Só ensines aquilo que dominares bem.
  • Não hesites em confessar ignorância sobre o que desconheceres. Sábio é aquele que conhece seus limites e tolo, o que quer ter resposta para tudo.
  • Determina-te a superar-te a cada dia, para aprender o que não souberes e crescer como pessoa humana.
  • Procura dosar teu ensinamento, transmitindo a cada pupilo apenas aquilo que ele puder digerir, pois a mesma luz que ilumina os olhos é a que pode cegá-los se for excessiva.
  • Como a semente do carvalho tem uma árvore dentro de si, cada discípulo é um Mestre em potencial. Ao transmitir o ensinamento, lembra-te de ensinar sobre como perpetuar a mensagem; e faz como o carvalho que firma suas raízes e espalha seus ramos.

31/12/2008   Sem comentários

Novo Programa do Curso Básico

É com muito gosto que comunico a finalização, por DeRose, da nova edição do livro: Programa do Primeiro Ano do Curso Básico de Yôga.

A notícia acabou de ser postada por ele em seu blog.

Veja lá: Blog do DeRose.

O livro Programa do Curso Básico é  fundamental tanto para o iniciante no Yôga, quanto para o graduado com pretensões de formação profissional nessa área.

É uma compilação de textos de DeRose, organizada de forma que complementa e esclarece as aulas teóricas ministradas por ele.

É utilizado nas avaliações das Federações de Yôga e conta com uma quantidade impressionante de informações valiosas sobre esta filosofia.

15/12/2008   Sem comentários

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Vi este anúncio em:  Casa do Galo, blog sobre publicidade e propaganda, adorei :)

14/12/2008   1 comentário

Ahimsá: Não-agressão

No post ética na tradição do Yôga, apresentei as prescrições e as proscrições éticas fundamentais a serem observadas pelo yôgin.

Mostrei que são 10 no total, divididas em dois grupos de 5:

5 regras são proscritivas, baseadas no não fazer – yamas

  • ahimsa: a não-agressão
  • satya: a verdade
  • astêya: não roubar
  • brahmácharya: a não dissipação da sexualidade
  • aparigraha: a não-possessividade

5 regras são prescritivas, baseadas no fazer – niyamas.

  • sauchan:a limpeza
  • santôsha: o contentamento
  • tapas: a auto-superação
  • swádhyáya: o auto-estudo
  • íshwara pranidhána: a auto-entrega

Num outro post, explanei sobre uma das regras do segundo grupo, para ser observada portanto, Tapas: esforce-se, mas sem forçar.

Hoje indicarei um post que fala sobre a norma da não-agressão: Ahimsá.

Leia no blog  Livre Pensar do Yôga, o texto do Instr. Fábio Euksuzian: Esclarecimentos sobre o tão violentado ahimsá.

Um trecho para ilustrar:

Em minha opinião, ahimsá é, antes de mais nada, um intenso treinamento de tapas, termo sânscrito que significa literalmente calor, arder, mas que comumente é traduzido como auto-superação, pois designa em um certo sentido, um controle sobre nossos condicionamentos. Por exemplo, desde crianças aprendemos, muito mais pela observação (e essa é uma das mais eficazes técnicas de ensino) que é normal e natural fofocar sobre a vida alheia, espargir maledicências sem necessidade, odiar o trabalho que nos dá sustento, reclamar o tempo todo de tudo e de todos, desejar que o outro esteja sempre um degrau abaixo de você, fazer mecanicamente o que não se gosta, e por final, aniquilar qualquer bichinho que cruze o nosso caminho (quem quando criança, nunca pisoteou uma formiga ou exterminou um tatu bola, simplesmente porque era o que todos faziam?). Enfim, todas as situações acima são graus diferentes da não observância de ahimsá. Portanto, para que o nosso voto seja realmente verdadeiro e transformador com relação aos animais, ele deve estar perpetrado amorficamente em nossos corações, sem qualquer restrição ou pré-conceitos, passando por pensamentos, palavras, ações e hábitos. Não pense que a tarefa é fácil, pois não é, e digo isso por experiência própria.


13/12/2008   Sem comentários

Etiqueta social no trabalho

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Indico aqui, algumas observações comportamentais básicas aplicadas ao ambiente profissional.

Elas foram retiradas do livro Etiqueta social pronta para usar, de Josué Lemos da Silveira, apresentado para mim pelo Instr. Alexandre Meireles, que hoje, além de amigo de longa data, tenho o prazer de ter como colega de profissão.

Resolvi transmitir estas regras levando em conta que, como praticantes de SwáSthya Yôga, valorizamos muito o nosso tempo e o nosso bem estar.

Como é comum que se passe boa parte do tempo em ambiente profissional,  nada melhor que passar esse tempo da melhor forma possível.

Considero que, se bem aplicadas, estas regras podem evitar muitos contratempos.

Melhor que isso, podem promover sólidas amizades, reforçar o companheirismo profissional, e, por consequência, gerar muitos bons resultados.

Aí vão elas:

  • Cumprimentar os companheiros quando se chega ao trabalho, de forma simpática. Dizer “bom-dia”, “boa tarde”, “como vai?” ou “até logo” é agradável e gera atitudes positivas.
  • Discordar não significa alterar o tom de voz, esbugalhar os olhos, espumar pela boca, bater os pés ou dar murros na mesa. Pelo contrário. Discordar de uma idéia, de uma conclusão ou de uma atitude pode ser feito com firmeza e convicção, mas sem necessidade de descortesia ou agressões.
  • Tratar todos os colegas de trabalho com a mesma simpatia, sem demonstrar preferências pessoais, ajuda a formar grupos sólidos com reciprocidade de confiança.
  • Não formar “panelas”. As famosas “panelinhas” dão margem a conflitos e divisões.
  • Local de trabalho não é lugar de fofocas. O fofoqueiro tende a ser visto com desconfiança  e como mero instrumento de informação e, pela falta de outras qualidades, como alguém que procura ter poder por meio da fofoca. Na verdade, ele não é uma pessoa ética e muito menos em alguém em quem se confia. Quaisquer comentários pessoais e subjetivos devem ser evitados ou restringidos ao máximo, até porque, como diz o ditado popular, “as paredes têm olhos e ouvidos”. É possível que as pessoas que ouviram os comentários os transformem em fofocas ou os usem para prejudicar o seu autor. Se o que vai comentar pode não ser útil, nem bondoso ou verdadeiro, então…não se fala!
  • Lembrar que a melhor comparação que se pode fazer de um local de trabalho é com navios. Se cada um não fizer a sua parte, se todos não se entenderem, se todos não tiverem um objetivo comum, se os integrantes dos grupos não se respeitarem…o navio afunda e leva com ele…todos.
  • Local de trabalho não é lugar para resolver problemas pessoais ou familiares, usá-lo rotineiramente com esta finalidade é inconveniente e gera rejeição.
  • Dedicação e compromisso (não só envolvimento) são os melhores exemplos de profissionalismo.
  • Franqueza demais ou inoportuna pode gerar reações indesejáveis.
  • Para ser agradável e bem-vindo no ambiente de trabalho, deve-se ter atitudes amistosas e simpáticas. Mau humor não ajuda em nada.

13/12/2008   3 comentários

Sutilezas…

Acredito que é de sutilezas que bons relacionamentos se constroem.

Creio piamente que são as sutilezas que tornam indestrutíveis as amizades, os namoros, os casamentos, o relacionamento entre pais e filhos, irmãos e irmãs, entre netos e avós…

São as demonstrações de carinho, sinceras, mas constantes que alimentam esse carinho ainda mais.

Ás vezes este sentimento pode existir, mas se não demonstrado é como se não ocorresse .

Sem demonstrá-lo, ele pode-se tornar esquecido; ele pode ser suplantado por outros sentimentos, mais constantes e não tão positivos.

Não raramente gostamos muito de uma pessoa, mas convivemos tanto com ela que, pequenos atritos, banais e diários, acabam sendo mais constantes do que o carinho demonstrado.

No fim de ano, nos aniversários, em datas convencionadas é que percebemos mais isso.

É quando vamos escrever os cartões, comprar os presentes e sentimos que não conseguimos nos expressar bem que nos damos conta…

Parece que não há cartão tão querido ou presente perfeito para representar o que sentimos…

E realmente não há…

Mesmo que tenhamos o maior carinho do mundo por alguém, expressá-lo só em uma data convencionada  soa oco, parece falso, mesmo que não seja…

O medo de artificialidade ou de cair no lugar comum é por que essa expressão não deveria ter data para acontecer…

Achei lindo quando vi a figura acima, um pacote de lanche comum, cotidiano, completamente corriqueiro, mas pintado por alguém…para alguém…

Imaginei a felicidade de uma criança abrindo sua lancheira e vendo seu sanduba com uma carinha feliz, ou uma avó recebendo numa segunda-feira bem comum flores e um cartão…são essas coisa que fazem emocionar…são essas coisas que nos fazem PRESENTES.

Lembro que minha mãe, ao invés de me acordar com despertador para ir para a escola, deixava ao lado da minha cama uma caixa de música tocando…tenho-a até hoje…

Lembro da minha avó que… quando mudei de colégio e não queria ir para a aula, pendurou por algumas semanas em sua varanda, que estava no trajeto da escola, uma faixa de lençol, pintada  “bom dia Júlia” ou “boa aula, neta querida”…eu ia para a aula só para ver o que minha avó tinha escrito…

lembro do meu pai fazendo café preto para mim e levando na cama, no sábado, com gibis e revistas que tinha comprado… de um namorado me esperando na frente de um teatro com um girassol gigante, porque dias antes havia dito que gostava…lembro de receber de um amigo um livro, sem data especial, só porque ele havia lido e pensado em mim…

Incontáveis foram os dias que recebi, de surpresa, da mesma pessoa, flores no meio de meu trabalho…incontáveis vezes em que as PESSOAS se tornaram PRESENTES.

Sou dessas, bem comuns, que ao receber de natal, ou de aniversário, ou em alguma festividade um presente comprado às pressas vai pensar “não precisava”… mas isso não quer dizer que eu não quisesse essa pessoa, que me deu o presente, bem presente.

6/12/2008   5 comentários

Que me seja permitido desaprender os limites…

Inspiration
Creative Commons License h.koppdelaney

“Não me deixe viver o que posso, que me seja permitido desaprender os limites.”

Carpinejar

6/12/2008   Sem comentários

Pronunciamento da Uni-Yôga sobre o caso Cristóvão de Oliveira

Respondendo a consultas sobre a nossa posição com respeito às reportagens veiculadas sobre o prof. Cristóvão de Oliveira, temos a declarar o seguinte:

  1. Existem 108 modalidades de Yôga. A nossa orientação, de linhagem tradicional e antiga, é diametralmente diferente da do professor em questão. Por isso mesmo, não podemos e nem devemos julgá-lo.
  2. Por outro lado, precisamos alertar para o fato de que acidentes ocorrem o tempo todo em medicina, engenharia e noutras profissões. No caso do mencionado professor, não cabe a nós avaliar se o incidente ocorreu exatamente como descrito, uma vez que não estamos habilitados na modalidade de trabalho que é preconizada por ele.
  3. Todos sabem que quando a cabeça de uma pessoa se sobressai ela costuma ser impiedosamente decapitada. Não estamos acusando nem defendendo a pessoa que sofreu as acusações. Apenas, procuramos ser ponderados e menos apressados em julgar, pois sabemos que em todas as ocorrências existem três percepções: a sua, a dele e a verdadeira.

6/12/2008   Sem comentários

Blog do DeRose

Isso aí! Agora, DeRose também tem um blog!

Junto com a atualização do site da Uni-Yôga, veio para nós esta novidade; um canal direto de comunicação com o codificador do Yôga Pré-Clássico.

Poderemos acompanhar através do blog, de forma mais rápida e atualizada, os eventos de que participar e as idéias que ele desejar transmitir via web.

Deixo aqui o link de um post recente em que DeRose falou de sua weimaraner vegetariana. Confira!

Por ser uma ferramenta muito interessante para compartilhar informações, já que pode ser atualizada com freqüência, os blogs estão sendo cada vez mais utilizados por renomados escritores.

Além do DeRose, que é autor de mais de vinte livros impecáveis – sobre Yôga, relacionamentos e boas maneiras -, o poeta brasileiro Fabrício Carpinejar (filho de Carlos Nejar), e o prêmio Nobel de Literatura José Saramago também adotaram o blog como ferramenta de expressão.

6/12/2008   Sem comentários

Agradecimento aos pais: texto lido por mim na colação de grau dos instrutores de SwáSthya Yôga do PR

Look For Stars
Creative Commons License Mora

Queridos pais,

Imagino que, quando nós, seus filhos, chegamos ao mundo, suas vidas mudaram completamente.

Para encarar essa mudança, tornando-se pai, tornando-se mãe, foi preciso uma certa mistura de talentos. Alguns desses talentos já estavam em seu repertório antes mesmo de nascermos.

Certamente, uma dose de insensatez estava entre eles. E, claro, coragem.

Outros, sempre estiveram em potencial dentro de vocês, mas – em sua plenitude – só vieram depois: como um amor gigantesco – do qual ninguém se sabe capaz até que o sinta.

Ser pai, ser mãe é um constante desenvolvimento de potenciais conhecidos e desconhecidos: leitor de termômetro, trocador de fraldas, engenheiro aéreo de pipas, inventor de cafunés, torcedor de time dente-de-leite, maquiador de festa junina e muitos outros, todos eles fundamentais.

E tudo na prática: é como ser o atirador de facas no primeiro dia de emprego. As coisas vão sendo aprendidas enquanto a roda gira e nada pode dar errado, ainda que, eventualmente, dê.

Não falarei sobre perda da liberdade, pois poucas coisas celebram mais essa palavra misteriosa e tantas vezes mal comercializada, que a escolha consciente de abrir mão de um pedaço dela em nome de um filho.

Saber abrir mão, aliás, está entre os talentos a serem desenvolvidos pelos pais. Tão difícil em épocas quando tantos punhos se fecham. Mas pais são pais em qualquer época.

Abre-se mão, um dia, até mesmo do destino do filho que, em algum momento, decide tomar sua própria vida pelas rédeas. Para que ele possa transformar, assim, essa outra palavra misteriosa, destino, em algo menos nebuloso.

Dificilmente algum de vocês pôde imaginar que, um dia, teriam filhos com essa formação, a de instrutor de Yôga. Talvez um imaginasse um médico. Outro, um arquiteto. Outro, ainda, um advogado.

Mas tenho certeza de que, qualquer uma dessas projeções – e quanto de si mesmos os pais projetam nos filhos -, qualquer uma dessas projeções incluía acima de tudo uma filha, um filho realizado financeira e profissionalmente, íntegro, ético e feliz.

E, diante disso, só posso concluir que vocês, em verdade, não queriam médicos, arquitetos ou advogados: queriam que o fruto de seu amor se tornasse um homem, uma mulher livre.

Peço que olhem atentamente para os rostos que ora estão aqui, à frente. É isso o que vocês, pais, vêem: rostos de homens e mulheres que optaram pelo caminho da liberdade. Homens e mulheres livres.

 Um caminho que só pôde ser trilhado a partir dos passos iniciais ensinados por vocês. Esses passos jamais deixarão de fazer parte desse caminho, desejado por muitos, mas abraçado apenas por aqueles com as doses de coragem e amor necessárias. E de insensatez, se assim podemos chamar a sensatez de uma minoria que decidiu se tornar diferente da maioria.

Para muitas profissões, criou-se a figura do caçador de cabeças. Um homem que escolhe os profissionais mais indicados para trabalhar em certos postos importantes nas empresas. Dizemos, entre nós, no entanto, que o ensino do Yôga caça corações. Corações não vão para onde alguém aponta, mas para onde sempre quiseram estar: é a diferença entre ser escolhido e escolher. Entre cortar cabeças ou acolher corações.

Os primeiros passos que vocês, pais, nos ensinaram ajudaram a trazer nossos corações até aqui. A este momento. Queiram ou não são cúmplices das mudanças que, agora, celebramos e que o Yôga e a profissão de instrutor de Yôga produziram e continuarão a produzir positivamente em nossas vidas.

 Gostaria que vocês soubessem que estamos imensamente gratos.

 Obrigado.

 (Alessandro Martins e Instrutora Júlia Rodrigues)

 

 

 

 

 

 

22/11/2008   6 comentários